
Omnia Mihi Lingua Graeca Sunt
...que virou prédio.
...horrendo.
- My Mom's New Boyfriend, peguei por causa do elenco, é chato e previsível, mas bonitinho, poderia ser menos arrastado, mas valeu pela presença do Antonio Banderas....ah, se valeu.
- The Secret (Si j'étais toi), apesar do mesmo título, não é aquele livro de auto-ajuda, e sim outro filme, com o David Duchovny (aquele ator do X-Files e Californication que está internado num rehab pra curar vício em sexo) e Olivia Thirlby, ótima. Apesar da história mirabolante, nada convincente, nem mesmo com todo esforço pra suspender minha incredulidade (rs), vi o filme todo, até o final. Sou uma apreciadora de atores e diretores, e quando o filme é um porre, meu foco vira o desempenho deles, e nesse caso adorei a Olivia Thirlby. Já gostei de muitos filmes chatérrimos por causa de uma ou outra atuação. Agora, quando o filme é chato e os atores idem, eject.
- Crimes de Autor (Roman de Gare), do Claude Lelouch. Um suspense despretensioso e muito bom, com direito a reviravolta e surpresas. E mágicas! É com a Fanny Ardant, sempre fabulosa, mesmo já tendo passado dos 60. Não conhecia o ator Dominique Pinon, o protagonista aqui: é um espetáculo. Vou procurar outros filmes com ele para assistir. A trilha sonora também é excelente, músicas do Gilbert Bécaud.
- Rails & Ties, um drama muito bom com o Kevin Bacon (adoro) e Marcia Gay Harden. Aquele filme perfeito pra assistir em casa, se fosse no cinema sairia um pouco decepcionada. Porém, ainda não vi o final, botei o filme no pause, quando faço isso, é porque tem coisas melhores pra fazer na mesma hora, como escrever esse post: >)
- Eros - "A visão do erotismo nos 3 continentes". São 3 filmes num só, de três diretores que estão entre os meus favoritos: Antonioni, Steven Soderbergh e Wong Kar-Wai. Saiu em 2004, só agora soube da existência dele. A conferir.
- Nunca É Tarde Para Amar - peguei sem a menor pretensão de ver um filmaço, mas porque gosto desses filmes românticos e leves made in Hollywood de vez em quando (filmes-pipoca). Gosto mesmo. As vezes quando alugo um filme bem denso, na mesma leva vai um filme-pipoca. É com a Michelle Pfeiffer (não gosto tanto dela) e Paul Rudd, um ator que fez um filme que amei chamado The Truth About Cats & Dogs, depois nunca vi mais nada com ele - pelo menos que lembre agora. A trilha sonora desse The Truth... me marcou muito, por causa de Run Around do Blues Traveler. Lembro que não tirava esse CD do som.
- Encantada - um desenho da Disney que minhas sobrinhas recomendaram. Quando souberam que nunca tinha assistido, quase me obrigaram a alugar. Vou ver com o maior prazer!
Climaco
Priscila,
A sala. Detalhe para a lareira (uma delícia naquele inverno gelado). Lembro que depois botei um pano lindo no sofá ("throw") quando tirei essa foto ainda não tinha.
Outro ângulo. Os posters depois foram emoldurados; perdi todos na volta para o Brasil, esquecidos no avião.
Outro ângulo da sala, da mesa de jantar. Naquele cantinho também ficavam alguns livros, o som, e os meus CDs, e a janela com vista para o jardim do condomínio.
A salinha de jantar de perto.
Mais perto. No detalhe, o poster do que era, na época, a minha pintura favorita do Picasso. Hoje já é outra...
Esse é o Clayton, meu best friend de toda a vida, numa visita. Não dá pra ver a cara dele direito. Ele ia muito lá, na verdade estávamos sempre juntos nas horas livres. Eu comprava lanchinho - queijo emmental, azeitona, pão preto, pastinhas de vários sabores, tortillas e um bom vinho tinto. Outras vezes, fazia jantares na minha casa para ele e amigos. Não vejo a hora de ver meu brother depois de tanto tempo...tá chegando!
Aí o Clayton de novo, dá pra ver melhor? Essa foto foi tirada aqui no Brasil em 2005, quando ele veio me visitar e passou o carnaval. Ficou hospedado na minha casa no Jardim Botânico. Nunca deixamos de nos falar ou escrever, e já nos encontramos algumas vezes em NY e dessa vez aqui no Rio. No final do ano, esse encontro será em Lexington, vou ficar hospedada na casa dele, vamos dar uma festa de reveillon juntando todo o pessoal das antigas, e no dia 1° vamos para Las Vegas passar 4 dias na esbórnia.
A cozinha: lembro que gostava de fazer comida brasileira, ou pelo menos usar produtos brasileiros. Quando ia para o Brasil, voltava com muita comida na mala (não sei como passava na alfândega, hoje minha mala seria apreendida e talvez seria no mínimo acusada de terrorista e tráfico de internacional de farofa, pra americano substância mais perigosa que anthrax, motivo que me levaria a passar o restante da minha vida trancafiada em Guantanamo Bay). Além da farofa, trazia dietil (o original azulzinho), café Pilão, pão-de-queijo, feijão preto, leite Moça - arrasava no brigadeiro e fiz todos os meus amigos experimentar - bombons Sonho de Valsa e, last but not least, mate Leão solúvel, porque sou mais uma carioca que cresceu tomando mate na praia (do latão). Se não me engano tentei trazer até biscoito Globo, mas quando abri a mala vi que tinha se transformado em farelo Globo (por todos os lados) e não repeti a burra experiência. Cozinhava muito, principalmente massas: macarrão com tomate e basílico e vários outros molhos, saladinhas...as vezes arriscava um strogonoff que nunca ficava tão bom. Também saía muito pra jantar fora ou pegar um take-out, já que lá não existia "delivery". Aposto que quem implantou o delivery naquela cidade, ficou rico.
Outro ângulo da cozinha. No detalhe, os vinhos californianos que eu mais gostava: Clos du Bois - apesar do nome francês era um autêntico de Napa Valley - e Wildhorse, se não me engano, pinot noir. Foi lá em Lexinton que comecei a gostar de vinhos, por influência das minhas amigas enólogas Mia e Lee.
foto do quartinho das máquinas. Não era preciso (quem quer ver uma máquina de lavar?), mas já que tirei essa foto na época, resolvi postar. Do outro lado, tinha uma secadora que estragava (deformava ou encolhia) todas as minhas camisetas. Na real, era mais uma estragadora que secadora. Nessa época, era dureza manter qualquer roupa intacta - Priscila, o que vc prefere, roupa suja ou deformada? Era sempre uma escolha de Sofia. E seria muito favelesco pendurar varal na janela, além de ser proibido. Desde então, a única época da minha vida que tive uma máquina de lavar E DE SECAR, foi nesse apartamento. Hoje vai no varal mesmo. Tem varal na área, tem varal de chão na varanda...e minhas roupas nunca mais deformaram.
A minha escrivaninha do quarto, com um computador dos primórdios! Era um Pentium da Packard Bell que já navegava na internet, lentamente, via modem discado, quando ainda não existia Google e o bacana era ser assinante da America Online e o mais incrível da internet era o Webcrawler, o Netscape, o Yahoo e o site do JB Online (só texto). Lembro que, como na época não existia TV Globo Internacional, (que três anos depois viria a implantar no mundo todo, junto com minha equipe na TV Globo), meu barato era acessar a página da Globo News e ouvir o streaming do canal ao vivo. Não dava para assistir nada, só ouvir; desligava a TV e ficava lendo e escutando as notícias do Brasil ao mesmo tempo. Fiz muito isso, acho que, quase todos os dias antes de dormir. Lembro da minha felicidade quando descobri que poderia ter notícias do Brasil em tempo real! Era um milagre! A mesma sensação que eu tinha, de felicidade plena, quando recebia pelos correios meu exemplar super-mega-atrasado da Veja.
Esse era o meu lugar favorito da casa: minha cama! Ela tinha um apelido... "nuvem"....por causa do meu edredon de pena de ganso, os lençóis e travesseiros de seda (hoje acharia essa seda toda cafooona). Ainda sentia falta de um abajur cor de carne, cortinas de seda, lençóis azuis e o seu corpo nu. A verdade, é que achava - e ainda acho - que era um quarto bom, bonito e aconchegante...cozy. Eu saía muito, mas nada era melhor do que deitar na nuvem e assistir um filme no vídeo (VHS mesmo) alugado no Blockbuster do outro lado da rua ou, quando queria ver um filme não considerado "mainstream", alugado no Movie Warehouse perto da faculdade. Até hoje minha cama é uma nuvem, mas de várias cores...sempre procurei decorar meu quarto nesse mesmo clima sans seda.
Mais "nuvem". Os posters de cinema denuncia minha admiração pela Marlene Dietrich e minha profunda identificação com Dr.Jeckyll e Mr.Hyde, que perdura até os dias de hoje.
O banheiro. O poster atrás, obstruído pela toalha azul, é o "nude man" do grafiteiro pop-art Keith Haring.E, para finalizar, o companheiro que entrou na minha vida bem nessa época:
E um pouco mais crescido, o companheiro me esperando chegar do trabalho. (ele tomou posse do sofá listrado).




- Las Vegas
- County Tipperary (Irlanda)
Esse post é rápido, só pra dar uma dica gostosa: depois de passar na papelaria, no Leblon, fui almoçar no Talho Capixaba, ali na Ataulfo de Paiva. Gastei menos de 10 reais e tomei um capuccino grande delicioso, comi um pão francês torrado com manteiga e ovo mexido...e ainda bebi uma garrafinha de água com gás. Bom demais. Agora quero voltar lá para tomar o famoso café da manhã na calçada - quem sabe nesse findi.
Hoje é o dia de apertar o botão "ON" do Large Hadron Collider (LHC). 