18.7.05

Violência

Estava com desejo de salada Ceasar e pizza fininha e combinei de jantar com os meus pais no Gattopardo as 10 da noite. Eles viriam da Barra. Quando chegaram no início de São Conrado, me ligaram pra avisar que não tinham como passar porque o trânsito estava todo parado e os carros voltavam de ré. Desconfiaram que a Rocinha estava novamente em guerra, um dia depois do tiroteio e daquelas explosões dentro do Túnel 2 Irmãos. Depois soube que uma blitz provocou a lentidão e que o medo e a desconfiança (domingo a noite tudo parado?) fizeram os motoristas desistirem de passar pela "Faixa de Gaza".

Tá virando rotina... eu já vivi isso na pele. Estava dentro do carro naquele viaduto que liga a Barra ao Elevado do Joá, sentido Zona Sul. Tinha saído de um restaurante japonês com uma amiga, indo para o Leblon, por volta de meia-noite. De repente formou-se um pequeno engarrafamento, achei estranho. De repente olhei pra frente e vi um bonde armado com metralhadoras e fuzis assaltando e roubando carros, um pouco à frente do meu. Abandonamos o carro e saímos correndo, a pé, desesperadas. Outros carros tentavam dar ré, pessoas gritavam, um caos, medo, um sentimento de impotência terrível.

E aconteceu logo com uma amiga que sempre evitava ir à Barra alegando a distância e o medo. Naquele dia tinha conseguido convencê-la a ir ao cinema e depois num restaurante japonês que eu adoro no Rio Design Barra. Depois disso, ela prometeu que nunca mais pisaria na Barra (que falta de sorte também, né?)

Acabei jantando rápido uma salada e quesadillas no Caroline, pertinho da minha casa, com o meu cachorro e meu Ipod.