24.9.08

Memórias globais

Hoje fiquei lembrando da minha época na TV Globo. Trabalhei lá de 1999 a 2005, na divisão de negócios internacionais, com o objetivo de lançar no mundo inteiro o primeiro canal internacional do Brasil. Já no ano 2000, o canal TV Globo Internacional estava no ar nos EUA, Japão e em alguns países da América Latina. Em 2002, já estava na maioria dos países da América Latina, na Austrália e na África. Em 2004, em todos os países da Europa. E em 2005, quando saí da empresa, era o canal "étnico" mais popular via satélite nos EUA, no Japão e o segundo canal mais assistido em Angola. E sei que até hoje ele está crescendo. Tenho muito orgulho desse trabalho, que foi feito junto com uma equipe maravilhosa, algumas pessoas que até hoje estão lá, agora no novo escritório de São Paulo. Quando mudei de atividade, por força de uma reestruturação, dentro da própria divisão internacional, não me adaptei e saí. Mas foi o trabalho que mais gostei e que, além da experiência, ainda me deu vários amigos maravilhosos, principalmente o Alentejano, um dos meus best friends até hoje, e a Patricia Hockensmith, figura única, profissional do mais alto nível, e muito gente boa. Enfim, só boas lembranças. E algumas fotos daquela época...
Pat Hocke e eu durante um almoço de negócios em Cannes, abril de 2005.Durante o MIPTV, também em Cannes, posando com o Evander Holyfield, que estava lá promovendo seu programa (Mr. Holyfield, can we take a picture with you????) . com minha amiga querida Madge, na Sapucaí, eu trabalhando e ela como minha convidada da frisa global. Fizemos uma promoção na TV Globo Internacional e o prêmio era uma viagem para o Brasil com direito a hospedagem no Sofitel, e a melhor frisa da Sapucaí no carnaval - muuuito melhor que qualquer camarote. Dos brasileiros sorteados que moravam nos EUA, dois casais não puderam ir por questões de visto, sobrou ingresso e chamei a Madge. Acabamos essa noitada no melhor estilo sapucaí, as 6 horas da manhã, dois dias inesquecíveis. No lançamento do canal na rede de TV a cabo RCN, em Boston. Fizemos uma recepção/coletiva de imprensa e na época eu era loura rs. Bom, tenho mais fotos num outro computador, com certeza vou postar aqui assim que transferí-los para esse note. Hoje, toda vez que sinto falta de algum trabalho que já fiz, só nesse que penso. Pena que tudo mudou tão de repente por lá, hoje eles estão em SP, e eu longe dos bastidores da TV, seguindo o que o destino desenhou pra mim :):)

22.9.08

O Clone do Supercampeão


Nasceu o clone de Gem Twist, o melhor cavalo puro-sangue inglês de salto do mundo. Ganhou duas medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de Seul (individual e por equipe) e entre 1985 e 1997, venceu todos os GPs mais importantes. Foi considerado "World's Best Horse" em 1990.

Leia o press release aqui.

21.9.08

...

http://img.voxybg.com/x3m/coolstuff/letsgo2School.jpg

20.9.08

On Golden Pond

Katharine Hepburn e Henry Fonda,1981
NORMAN: Hello, there.
ETHEL: Hi.
NORMAN: Wanna dance or do you just want to suck face?

Sabedoria Popular no Boteco

Acabei de voltar de um aniversário ótimo no Leblon. Como o tema era boteco, o aniversariante contratou um bufê que reproduz, literalmente, um botequim na festa: decoração de um pé sujo, a "venda" de biscoitinhos Torcida, bugingangas incluindo naftalina e cotonetes, a cerveja em garrafa, o copinho de vidro, as mesinhas... e os petiscos gordurosos-mas-deliciosos: bolinho de bacalhau, linguiça com farofa, carne seca, aipim, pastel, batata frita, comi muuuuuito. Adorei! Mas o motivo desse post é que até os banheiros entraram no clima eu tirei algumas fotos pra mostrar aqui. Realmente... não dá pra mim!

Sylvia Plath

“I have the choice of being constantly active and happy or introspectively passive and sad. Or I can go mad by ricocheting in between.”
- Sylvia Plath, The Journals of Sylvia Plath

19.9.08

Esse Boson de Higgs tá mais pra bostão de Higgs...mais do LHC.

Vixe!

My Ladies, Hollywood e divagações...

Taí o resultado da noite de pintura: uma tela em homenagem às divas de Hollywood. Liz Taylor, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Catherine Deneuve, Ingrid Bergman, Katharine Hepburn, Grace Kelly, Sharon Stone. Por enquanto, porque preciso fazer uns retoques, como tirar as manchas de tinta da cara de umas, e substituir a Sharon Stone pela Gilda Rita Hayworth, que injustamente deixei de fora e vou deixar a Sharon para uma tela das divas atuais. Aliás, antes da Sharon Stone, eu escolheria Debra Winger, Kristin Scott-Thomas, Juliette Binoche, Iréne Jacob (por seu visual nos filmes La Double Vie de Veronique e Trois Coulers Rouge) e ainda Scarlett, não a O'Hara (a não menos bela Vivien Leigh) e sim a Johannson...e Susan Sarandon (por seu visual em White Palace), entre outras mais que não lembro agora, qual era o nome da atriz que ficou marcada pela cena do chuveiro de Psicose? Peraí, googlando "Hitchcock Psycho Shower Scene". É a Janet Leigh. Mãe da Jamie Lee Curtis. Que parece com a Cida, que trabalhou lá em casa durante 15 anos. Cida Lee Curtis. Mas aí é outra história. Eu tinha uma foto da cena do chuveiro autografada pela Janet Leigh, mas tive a brilhante idéia de emoldurá-la para decorar o meu banheiro. Resultado, ficava com medo de tomar banho e acabei dando a foto de presente pra não-lembro-nem-quem. Falei pra "sumir com essa coisa daqui!" olha como já fui paranóica. Quando eu era pequena, dormia sempre no quarto do meu irmão. Cada um tinha seu próprio quarto na casa da Barra, mas tínhamos medo, e acabava rolando um arrasta colchão escondido dos nossos pais toda a noite, rumo ao quarto do Marcelo. Adorava o meu quarto durante o dia, mas durante a noite, só conseguia dormir acompanhada. Aos 13 anos, o problema se resolveu quando minha mãe deixou meu cachorro dormir comigo, e desde então, apesar de não ter mais medo algum de dormir sozinha, sempre há um cão me acompanhando. No caso do Luca, o meu labrador amarelo-mimado, a caminha dele fica ao lado da minha, no chão, e a presença dele é uma segurança e tanto rs. Mas voltando ao quarto do meu irmão. Meados dos anos 80, ele comecou a curtir heavy metal e a colecionar discos (vinil) de bandas como Iron Maiden, Metallica, Judas Priest e outros cujas capas eram sempre horripilantes. Ele resolveu pendurar a capa de um desses discos na parede, justamente uma que BRILHAVA NO ESCURO. Era a figura de um diabo com chifres e o meu próprio irmão, dono do troço e responsável por ter pendurado na parede, comecou a se PELAR DE MEDO da capa-quadro. Um dia ele confessou que tinha tanto medo, mas tanto medo, que não conseguia mais olhar pra aquela parede e teve que jogar a capa-quadro no lixo. Eu e meu irmão menor (Bruno), também não gostávamos e eu dormia com a cabeça inteira debaixo do lençol pra evitar qualquer contato visual - acidental - com aquela figura. Foi um alívio e tanto quando o Celo viu que aquilo não dava dando certo. Bem-feito pra mim que achei que conseguiria tomar meus banhos escuros a luz de velas com o prenúncio da cena mais brutal de Psicose estampado na parede e detalhes dela no meu pensamento que me faziam ver sangue ao invés de shampoo escorrendo dos meus cabelo. SCARY total! Mas voltando ao quadro. Opa, faltou Marilyn. Acho que vou ter que fazer a parte 2 - - com outras faces, de outra cor. E depois a série dos Hollywood heathrobs dessa fase de ouro do cinema. E da próxima vez vou tratar de vestir uma roupa que deixa qualquer parte da minha pele tapada: passei pelo menos 1 hora no banho esfregando esponja e escovinha pra tirar a tinta do...corpo todo, principalmente nas mãos e braços. Prá isso que serve aquele teu macacão velho da Levi's, Priscila, é a hora certa dele dar um rolé fora do armário, dar uma respirada depois de 10 ou 15 anos, borrar ele todinho de tinta e preservar sua pele alva de bebê. Risos. E só para terminar esse post, uma observação sobre o último, onde postei diagramas explicando a crise e seus possíveis efeitos - tá passando!!! A crise não é realmente uma crise. Acho que, pelo menos dessa vez, estamos salvos.

Fui.

18.9.08

A Crise do Sub-Prime...

...que gerou a crise financeira. Clique na figura para aumentar o diagrama.

MEDO

Os Estados Unidos - e o mundo - enfrentam a pior crise financeira desde o crash de 1929.

17.9.08

Dica Para o Lula

O futuro é hoje: medicina regenerativa. Vale à pena assistir:

A Cegueira e o Pênis

1- Do Blowg (Marina W). Ela postou um filminho do YouTube que mostra a reação do José Saramago - que foi prêmio Nobel de literatura em 1998 - ao assistir o filme Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles. Ainda não vi o filme, mas me emocionei com isso, apesar da bronca que tenho desse escritor por seus comentários anti-semitas ao longo dos anos. Mas isso é outra história.



2- Uma notícia lá do Page Not Found, blog editado por Fernando Moreira, me chamou bastante atenção:
Discussão sobre tamanho de pênis acaba com três mortos
O caso aconteceu em Durban, na África do Sul. Uma discussão sobre quem tinha o pênis maior acabou em tiroteio em um bar.
A confusão começou quando um homem de origem indiana e um outro, branco, estavam urinando no banheiro do bar. O indiano olhou para o lado e comentou com o companheiro de mictório que o membro dele era maior que o do cliente branco. O homem branco rebateu dizendo que a afirmação não fazia sentido. Ao voltarem para suas mesas, a discussão se acirrou, de acordo com o site local Sify.com.
Em determinado momento, o grupo de cinco indianos deixou o bar. Quando parecia que a tola discussão já havia acabado, o grupo surgiu de volta ao local com armas de fogo. Desta vez não estavam a fim de discutir tamanho de pênis: abriram fogo impiedosamente. Três pessoas morreram e outras duas ficaram feridas.
Durban tem grande comunidade de origem indiana, que costuma ser alvo de piadas por causa do sotaque e dos costumes.
xxx

Aí não dá pra mim rsrsrs!!!

16.9.08

Era uma vez uma casa...

...que virou prédio.
Morei nessa casa de 1982 até 1994, depois de 1999 até 2002. Meus pais moraram lá de 1981 até 2004.
Na foto, com uma estrutura externa montada para a festa do casamento do meu irmão, em 1995 (em verde), só tinha essa foto :(
Uma construtora comprou a casa só para derrubar e construir esse prédio... ...horrendo.

Saudades, apesar de achar que meus pais moram num lugar muito mais aconchegante hoje.

15.9.08

Mãe

Saudades da minha mãe. Amanhã vou lá na casa dela jantar e dar de presente um livro que conta um pouco a história de vida da família dela. Minha mãe desembarcou no Brasil em 1957 a família do autor, em Nova York, em 1963, ambos judeus expulsos do Egito durante o holocausto cultural de Nasser. Espero que ela goste. Falando na minha mãe, a foto que mais gosto de nós duas é uma escaneei recentemente, tirada em 1977 em Caxambu.

14.9.08

Findi de cavalos e cinema

Sábado fiquei em casa assistindo um filme atrás do outro. Nada de falar sobre os filmes em si, segue apenas o poster (porque AMO poster de cinema) e uma ou duas observações sobre cada um deles: - My Mom's New Boyfriend, peguei por causa do elenco, é chato e previsível, mas bonitinho, poderia ser menos arrastado, mas valeu pela presença do Antonio Banderas....ah, se valeu.
- The Secret (Si j'étais toi), apesar do mesmo título, não é aquele livro de auto-ajuda, e sim outro filme, com o David Duchovny (aquele ator do X-Files e Californication que está internado num rehab pra curar vício em sexo) e Olivia Thirlby, ótima. Apesar da história mirabolante, nada convincente, nem mesmo com todo esforço pra suspender minha incredulidade (rs), vi o filme todo, até o final. Sou uma apreciadora de atores e diretores, e quando o filme é um porre, meu foco vira o desempenho deles, e nesse caso adorei a Olivia Thirlby. Já gostei de muitos filmes chatérrimos por causa de uma ou outra atuação. Agora, quando o filme é chato e os atores idem, eject.
- Crimes de Autor (Roman de Gare), do Claude Lelouch. Um suspense despretensioso e muito bom, com direito a reviravolta e surpresas. E mágicas! É com a Fanny Ardant, sempre fabulosa, mesmo já tendo passado dos 60. Não conhecia o ator Dominique Pinon, o protagonista aqui: é um espetáculo. Vou procurar outros filmes com ele para assistir. A trilha sonora também é excelente, músicas do Gilbert Bécaud.
- Rails & Ties, um drama muito bom com o Kevin Bacon (adoro) e Marcia Gay Harden. Aquele filme perfeito pra assistir em casa, se fosse no cinema sairia um pouco decepcionada. Porém, ainda não vi o final, botei o filme no pause, quando faço isso, é porque tem coisas melhores pra fazer na mesma hora, como escrever esse post: >)
E ainda na prateleira, preciso devolver na terça:
- Eros - "A visão do erotismo nos 3 continentes". São 3 filmes num só, de três diretores que estão entre os meus favoritos: Antonioni, Steven Soderbergh e Wong Kar-Wai. Saiu em 2004, só agora soube da existência dele. A conferir.
- Nunca É Tarde Para Amar - peguei sem a menor pretensão de ver um filmaço, mas porque gosto desses filmes românticos e leves made in Hollywood de vez em quando (filmes-pipoca). Gosto mesmo. As vezes quando alugo um filme bem denso, na mesma leva vai um filme-pipoca. É com a Michelle Pfeiffer (não gosto tanto dela) e Paul Rudd, um ator que fez um filme que amei chamado The Truth About Cats & Dogs, depois nunca vi mais nada com ele - pelo menos que lembre agora. A trilha sonora desse The Truth... me marcou muito, por causa de Run Around do Blues Traveler. Lembro que não tirava esse CD do som.
- Encantada - um desenho da Disney que minhas sobrinhas recomendaram. Quando souberam que nunca tinha assistido, quase me obrigaram a alugar. Vou ver com o maior prazer!

É isso, muitos filmes, mas muito tempo para vê-los também :) Hoje não estou com vontade de escrever crítica, por isso esse post acaba aqui. Ah, mas não falei do domingo. Os cavalos foram no domingo. Passei o dia no JCB, vi o reaparecimento de 2 potros, sendo que o último, o Climaco, foi muito bem, depois de ter passado por uma cirurgia de castração, nutaliose, 30 ou 40kg a menos por má reação à cirurgia, perda de massa muscular e quase 9 meses afastado de exercícios, ele voltou LINDO, tirando um bom 2° lugar. Promete para a próxima e essa corrida me deixou feliz hoje. O outro cavalo que reapareceu, também após cirurgia (para curar a hemiplegia) foi o Runner Runner, que também pegou aguerrimento mas ainda falta um pouco mais. Esse foi meu findi de cavalos e filmes, feliz por não ter que dar a menor importância para mais um vexame do Vasco :(

Climaco

Zarkava


Zarkava, a melhor égua do mundo, de propriedade do Aga Khan, vencendo o Prix Vermeille na França, preparatória para o Prix de l'Arc de Triomphe em outubro. Ela entra na reta em último longe e os últimos 300 metros são impressionantes!

12.9.08

Notícias do Futuro pós-apocalipse (ainda LHC)

Priscila,

Hello, I am from approximately two months in the future. On 10/22 at approx 2:34am CET a tachyon field failure in the main resonating ring of the LHC causes a "temporal blowback". Shortly thereafter, the resulting destruction of the strong nuclear force causes the world to vaporize in seconds, while a few of us near the experiment are thrown into a temporal causality loop. While the predestination event (or as we have come to call it "The Big Rewind") hasn't occurred yet to you, for us it is about three years in our past. I came across your site looking to see if there were any other scientists that may have theorized this phenomenon who may be of assistance in preventing it. This brings me to my point, I have repeatedly checked your site for the past five rewinds at 2:34:01 CET and it still says nope, believe me at this point the LHC has most assuredly destroyed the world. I can provide a bank account in Nigeria for the funds to be placed. I am curious to the exact amount however.

John Titor
CERN Specialist

(do site Gist Thub)

Mais sobre o LHC
após seu 1° dia.

11.9.08

Era uma vez um apartamento...

Ontem, no post sobre as 4 coisas, mencionei meu endereço nos EUA, onde morei de 1994 até 1998. 151 South Locust Hill Drive, paralela com Richmond Road. Me deu a maior saudade, fui muito feliz lá: morava ali quando o Luca chegou, bebê, em fevereiro de 1998; foi lá que passei momentos ótimos com amigos, amigos esses que vou rever no final do ano depois de dez anos ausente, com exceção do Clayton, que já vi algumas vezes nesse interim, e que até hoje é o meu melhor amigo, como um irmão. Bom, pra relembrar meu apezinho que eu tanto gostava, da época que ainda era estudante, resolvi escanear e postar algumas fotos. Segue então um passeio pelo meu segundo cantinho só meu (o primeiro, era menor mas tão bom quanto, mas infelizmente não tenho boas fotos). Aaaaaaahhhhh parece que foi ontem! Saudades sem fim dessa época da minha vida, tão feliz, e tão tranquila. É bom relembrar as boas coisas.
A sala. Detalhe para a lareira (uma delícia naquele inverno gelado). Lembro que depois botei um pano lindo no sofá ("throw") quando tirei essa foto ainda não tinha. Outro ângulo. Os posters depois foram emoldurados; perdi todos na volta para o Brasil, esquecidos no avião. Outro ângulo da sala, da mesa de jantar. Naquele cantinho também ficavam alguns livros, o som, e os meus CDs, e a janela com vista para o jardim do condomínio. A salinha de jantar de perto.Mais perto. No detalhe, o poster do que era, na época, a minha pintura favorita do Picasso. Hoje já é outra...Esse é o Clayton, meu best friend de toda a vida, numa visita. Não dá pra ver a cara dele direito. Ele ia muito lá, na verdade estávamos sempre juntos nas horas livres. Eu comprava lanchinho - queijo emmental, azeitona, pão preto, pastinhas de vários sabores, tortillas e um bom vinho tinto. Outras vezes, fazia jantares na minha casa para ele e amigos. Não vejo a hora de ver meu brother depois de tanto tempo...tá chegando! Aí o Clayton de novo, dá pra ver melhor? Essa foto foi tirada aqui no Brasil em 2005, quando ele veio me visitar e passou o carnaval. Ficou hospedado na minha casa no Jardim Botânico. Nunca deixamos de nos falar ou escrever, e já nos encontramos algumas vezes em NY e dessa vez aqui no Rio. No final do ano, esse encontro será em Lexington, vou ficar hospedada na casa dele, vamos dar uma festa de reveillon juntando todo o pessoal das antigas, e no dia 1° vamos para Las Vegas passar 4 dias na esbórnia.A cozinha: lembro que gostava de fazer comida brasileira, ou pelo menos usar produtos brasileiros. Quando ia para o Brasil, voltava com muita comida na mala (não sei como passava na alfândega, hoje minha mala seria apreendida e talvez seria no mínimo acusada de terrorista e tráfico de internacional de farofa, pra americano substância mais perigosa que anthrax, motivo que me levaria a passar o restante da minha vida trancafiada em Guantanamo Bay). Além da farofa, trazia dietil (o original azulzinho), café Pilão, pão-de-queijo, feijão preto, leite Moça - arrasava no brigadeiro e fiz todos os meus amigos experimentar - bombons Sonho de Valsa e, last but not least, mate Leão solúvel, porque sou mais uma carioca que cresceu tomando mate na praia (do latão). Se não me engano tentei trazer até biscoito Globo, mas quando abri a mala vi que tinha se transformado em farelo Globo (por todos os lados) e não repeti a burra experiência. Cozinhava muito, principalmente massas: macarrão com tomate e basílico e vários outros molhos, saladinhas...as vezes arriscava um strogonoff que nunca ficava tão bom. Também saía muito pra jantar fora ou pegar um take-out, já que lá não existia "delivery". Aposto que quem implantou o delivery naquela cidade, ficou rico. Outro ângulo da cozinha. No detalhe, os vinhos californianos que eu mais gostava: Clos du Bois - apesar do nome francês era um autêntico de Napa Valley - e Wildhorse, se não me engano, pinot noir. Foi lá em Lexinton que comecei a gostar de vinhos, por influência das minhas amigas enólogas Mia e Lee. foto do quartinho das máquinas. Não era preciso (quem quer ver uma máquina de lavar?), mas já que tirei essa foto na época, resolvi postar. Do outro lado, tinha uma secadora que estragava (deformava ou encolhia) todas as minhas camisetas. Na real, era mais uma estragadora que secadora. Nessa época, era dureza manter qualquer roupa intacta - Priscila, o que vc prefere, roupa suja ou deformada? Era sempre uma escolha de Sofia. E seria muito favelesco pendurar varal na janela, além de ser proibido. Desde então, a única época da minha vida que tive uma máquina de lavar E DE SECAR, foi nesse apartamento. Hoje vai no varal mesmo. Tem varal na área, tem varal de chão na varanda...e minhas roupas nunca mais deformaram. A minha escrivaninha do quarto, com um computador dos primórdios! Era um Pentium da Packard Bell que já navegava na internet, lentamente, via modem discado, quando ainda não existia Google e o bacana era ser assinante da America Online e o mais incrível da internet era o Webcrawler, o Netscape, o Yahoo e o site do JB Online (só texto). Lembro que, como na época não existia TV Globo Internacional, (que três anos depois viria a implantar no mundo todo, junto com minha equipe na TV Globo), meu barato era acessar a página da Globo News e ouvir o streaming do canal ao vivo. Não dava para assistir nada, só ouvir; desligava a TV e ficava lendo e escutando as notícias do Brasil ao mesmo tempo. Fiz muito isso, acho que, quase todos os dias antes de dormir. Lembro da minha felicidade quando descobri que poderia ter notícias do Brasil em tempo real! Era um milagre! A mesma sensação que eu tinha, de felicidade plena, quando recebia pelos correios meu exemplar super-mega-atrasado da Veja. Esse era o meu lugar favorito da casa: minha cama! Ela tinha um apelido... "nuvem"....por causa do meu edredon de pena de ganso, os lençóis e travesseiros de seda (hoje acharia essa seda toda cafooona). Ainda sentia falta de um abajur cor de carne, cortinas de seda, lençóis azuis e o seu corpo nu. A verdade, é que achava - e ainda acho - que era um quarto bom, bonito e aconchegante...cozy. Eu saía muito, mas nada era melhor do que deitar na nuvem e assistir um filme no vídeo (VHS mesmo) alugado no Blockbuster do outro lado da rua ou, quando queria ver um filme não considerado "mainstream", alugado no Movie Warehouse perto da faculdade. Até hoje minha cama é uma nuvem, mas de várias cores...sempre procurei decorar meu quarto nesse mesmo clima sans seda. Mais "nuvem". Os posters de cinema denuncia minha admiração pela Marlene Dietrich e minha profunda identificação com Dr.Jeckyll e Mr.Hyde, que perdura até os dias de hoje.O banheiro. O poster atrás, obstruído pela toalha azul, é o "nude man" do grafiteiro pop-art Keith Haring.E, para finalizar, o companheiro que entrou na minha vida bem nessa época: E um pouco mais crescido, o companheiro me esperando chegar do trabalho. (ele tomou posse do sofá listrado).

infinitas

 
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