29.3.09

Algumas fotos 29/03/09

Chegar no aeroporto de Lexington e assim que sair do avião dar de cara com os painéis da Copa do Mundo de Hipismo de 2010, do Fasig-Tipton, da máquina de Coca-Cola do meeting de Keeneland, me botou imediatamente, completamente dentro do clima do que será daqui pra frente, pelo menos nos próximos 90 dias. Peguei o carro na locadora, um mapa e segui direto para o hotel. Descansei, conferi emails, fiz os telefonemas que precisava (família, amigos daqui, e Santina, que está cuidando do Joca), tomei um banho e fui comer alguma coisa rápida aqui em frente. Depois passei no Liquor Barn, comprei 2 garrafas de vinho, Coca Light e água pra abastecer a geladeira. Combinei de sair pra jantar com uns amigos as 20:30h. E depois, exausta, vou procurar dormir as 8 horas que tô precisando, porque amanhã será o último dia de "moleza". A partir de terça, estarei full-time, all the time, a partir das 6h da manhã, fazendo o papel de "sombra" do super treinador Kenny McPeek.Painéis no aeroporto.a coke machine de Keeneland os vinos. O do sapo, chardonnay francês, comprei só por causa do rótulo
O pinot noir, entre os pinots californianos, é um dos meus favoritos (apesar de pouco conhecer), da vineyard do diretor Francis Ford Coppola. Toda vez que venho aqui eu compro, esse mesmo vinho custa no Brasil de 150 a 200 reais, aqui 17 dólares, o seu preço justo. Os vinhos argentinos que vi aqui (Catena, Terrazas e até o Trapiche) estão mais baratos aqui do que no Brasil...
encasacada e ainda com frio, nada de 60,70 graus como na previsão do tempo. Tá 38 graus F, ventando e chovendo. A sensação é de zero grau, e que vai nevar a qualquer momento. Vou trabalhar ao ar livre, não trouxe casaco pesado, e estão dizendo que já amanhã o tempo vai melhorar. Crossing my fingers.o Applebee's aqui bem na frente do meu hotel, aonde fui comer uma coisa rápida porque não comi nada no avião.vista da janela do meu quarto, o carro prata Ford Focus no estacionamento é o que aluguei.o drink meio xumbrega que bebi no Applebee's, não-alcóolico (hahahaha) mas se tinha álcool, imperceptível.

28.3.09

(des) encontro

uma prova de (des) amor
(des) ardor
a dor

24.3.09

since feeling is first


since feeling is first
who pays any attention
to the syntax of things
will never wholly kiss you;

wholly to be a fool
while Spring is in the world

my blood approves,
and kisses are a better fate
than wisdom
lady i swear by all flowers. Don't cry
- the best gesture of my brain is less than
your eyelids' flutter which says

we are for each other; then
laugh, leaning back in my arms
for life's not a paragraph

And death i think is no parenthesis

e. e. cummings

an Ode to my Spring in the U.S.A./2009
hope-springs-eternal

23.3.09

Il n'y a pas d'amour heureux

Rien n'est jamais acquis à l'homme Ni sa force
Ni sa faiblesse ni son coeur Et quand il croit
Ouvrir ses bras son ombre est celle d'une croix
Et quand il croit serrer son bonheur il le broie
Sa vie est un étrange et douloureux divorce
Il n'y a pas d'amour heureux

Sa vie Elle ressemble à ces soldats sans armes
Qu'on avait habillés pour un autre destin
A quoi peut leur servir de se lever matin
Eux qu'on retrouve au soir désoeuvrés incertains
Dites ces mots Ma vie Et retenez vos larmes
Il n'y a pas d'amour heureux

Mon bel amour mon cher amour ma déchirure
Je te porte dans moi comme un oiseau blessé
Et ceux-là sans savoir nous regardent passer
Répétant après moi les mots que j'ai tressés
Et qui pour tes grands yeux tout aussitôt moururent
Il n'y a pas d'amour heureux

Le temps d'apprendre à vivre il est déjà trop tard
Que pleurent dans la nuit nos coeurs à l'unisson
Ce qu'il faut de malheur pour la moindre chanson
Ce qu'il faut de regrets pour payer un frisson
Ce qu'il faut de sanglots pour un air de guitare
Il n'y a pas d'amour heureux

Il n'y a pas d'amour qui ne soit à douleur
Il n'y a pas d'amour dont on ne soit meurtri
Il n'y a pas d'amour dont on ne soit flétri
Et pas plus que de toi l'amour de la patrie
Il n'y a pas d'amour qui ne vive de pleurs
Il n'y a pas d'amour heureux
Mais c'est notre amour à tous les deux

Louis Aragon (La Diane Francaise, Seghers 1946)

Em português (uma gentileza do Michel Bercovitch!)

Nada é jamais compreendido pelo homem.
Nem sua força Nem sua fraqueza nem seu coração.
E quando ele crê
Abrir seus braços sua sombra é como uma cruz
E quando ele crê
abraçar sua alegria ele a sufoca
Sua vida é um divórcio estranho e doloroso...

Quando se aprende a viver já é tarde demais
Que chorem na noite nossos corações em uníssono
O que é preciso de tristeza para qualquer canção
O que é preciso de arrependimento para comprar um frisson
O que é preciso de choro para um acorde de violão...

Versão musicada com Élodie Frégé

21.3.09

Senseless Words

wasteful words wandering around my wounds.
hopeless hearts hard hit come to a halt.
unhealed unexpected untrue underestimated.
useless.
frightened to forgive the unforgotten fears.
lifeless loveless lies, what lies behind
or what lies ahead. what lies.
echoes of emptiness emotions and errors
or new trials.
chaos or calmness or careless contempt
coming down.
rough reality too real let me resist the irresistible
let me re-do, undo, repair, rewrite, repulse
every so often
all these images in love with the impossible.


Priscila B.

13.3.09

Sofrer Por Amor: Luxo ou Lixo


É sempre bom relembrar esse texto...

Outro dia me perguntaram como se cura dor de amor. Ah, gente, não sei. Realmente não sei. Me desculpem. Se existisse fórmula seria fácil. Mas não tem. E a única coisa que a gente não quer saber é de fórmulas quando o coração está em pedaços. Não adianta alguém falar "vai passar" porque a única resposta que me vem nessas horas é uma pergunta: QUANDO? E ninguém sabe o tamanho do tempo e a gente acha que o mundo acabou, que o amor é marketing, enxerga qualidades onde a pessoa (aquela ingrata!) não possui e se vê num questionamento interior que não tem fim (e muito menos respostas): por quê? Onde errei? E outras que nem preciso enumerar porque são sempre as mesmas. Só muda o objeto do amor e a intensidade do sentimento. Você pode ter conhecido a pessoa há uma semana mas tem certeza que é o amor da sua vida, a razão de tudo, a tampa da sua panela. Ah, então tá. E as amigas te consolam, a maquiagem borra e todo mundo come chocolate junto, enquanto a frase que mais odiamos ecoa no ar "se o sujeito não te quer é melhor você ficar sem ele". Ai, hora do choro aumentar! Pra amenizar, alguém diz que a atual do cara é uma sonsa. Han? Como assim? Você vai dizer: antes tivesse me trocado por alguém melhor do que eu! Estou certa? Pois é. E você sofre. Faz drama. Drama, não, dramalhão. Afinal você ama aquele filho-da-mãe de uma figa que deixou seu orgulho ferido e sua auto-estima no chão. E a gente esquece os defeitos dele, esquece que ele tem manias estranhas e esquece também que, no fundo, não via muito futuro pra vocês dois. Verdade? Não, nessas horas nada é verdade. Sofrer por amor cega, dá uma super inspiração e deixa nossas mães preocupadas, essa é a única verdade. Eu já tomei pés-na-bunda consideráveis e acho que se a Jennifer Aniston pode, quem sou eu pra fugir da regra. Já me disseram NÃO e nem por isso sou menos inteligente, menos legal, menos louca, menos linda, menos tudo, menos nada. A única coisa que tenho certeza é que eu NÃO ERA a pessoa certa pra aquela pessoa. Pelo menos naquele momento. Olha que simples. E sem aquela teoria furada de que a pessoa tem medo, algum trauma de infância e signo complicado. Quando a gente quer de verdade - meninas, acordem! - a gente vai até o inferno, desfaz casamentos, paga pra ver, apela para a baranguice e canta "Baby, come back" debaixo da janela. Porque o amor é brega. E disso ninguém escapa. Então, vamos aproveitar nosso minuto de lucidez (enquanto não caímos na teia do amor de novo) e aprender de uma vez por todas: não é pra gente se achar um lixo quando um amor acaba. Não é pra gente imaginar que a atual do seu ex é perfeita (acredite: elas nunca são). E definitivamente não é pra gente confundir orgulho ferido com amor. Afinal a gente não vai amar uma pessoa que não ama a gente. E ponto.

p.s: o sofrimento é inevitável, mas o luxo é opcional.

Texto de Fernanda Mello

OBS: A estreia do filme He's Just Not That Into You é dia 20/03!

Trailer:

29.1.09

Dia 7 - New York / Lexington

Bom, esse foi meu último dia nessa curta mas proveitosa passagem por New York, New York. Fiz as malas cedo, tomei café no quarto, encontrei com Clayton e Jeff no lobby e fizemos o check-out. Como nosso voo de volta estava marcado só para as 8 da noite, deixamos as malas no depósito do hotel e saímos. Jeff foi para um lado, eu e Clayton juntos - pela primeira vez em NY durante o dia - para outro. Estava frio, mas mesmo assim andamos muito, pelo Soho, depois Meatpacking District, fomos em algumas galerias de arte. Tudo isso a mil por hora. Mais uma passada no Urban Outfitters, dessa vez o Clayton queria comprar algumas coisas, e depois almoçamos num bistrô, o French Roast. French RoastClayton o menu. Depois de um croque monsieur delicioso encontramos o Jeff, fomos com ele até Chinatown, porque queriam comprar uma mala de grife fake. Eu posso me considerar uma connoisseur de bolsas - sei dizer quando é ou não falsa a olho nu o que passa despercebido pra muita gente, principalmente as Vuitton, Pradas, Gucci, Dior, Chanel e até Hermès da vida. Participava ativamente de um fórum anti-pirataria e usava os serviços de uma australiana, a Carol, que autenticava (ou não) as bolsas, e foi com ela que aprendi a diferenciar couro verdadeiro do falso (pois nem todo chinês usa o crasso vinil ao invés de couro e sim um couro autêntico mas de qualidade infinitamente inferior), entre outras particularidades e mínimos detalhes que distinguia the real thing pro made in china. Tudo isso na época que tinha um brechó online (2005 e 2006), que além das bolsas comprava e vendia, também, discos de vinil raríssimos (tive que abrir mão de tudo depois que recomeçei a trabalhar, mas que foi divertidíssimo, isso foi). Então, ajudá-los a escolher uma mala Gucci fake seria no mínimo interessante, trash, mas interessante. Fomos abordados por uma chinesinha de Nextel na mão, que perguntou, baixinho, com certeza porque devem ser vigiadíssimos pela NYPD, "are you interested in purses"? no que o Clayton respondeu apenas "yes", e ela "follow me". Andamos, sem brincadeira, quase 1km atrás da chinesinha, que nos levou para um depósito subterrâneo cheio das mais variadas bolsas bullshit que já vi. Eram MUITAS. Cópias horrorosas, daquelas que é meio mico mesmo de ver alguém usando, por exemplo, as bolsas Prada com a etiqueta torta, sem forro, as Vuitton mais pra Vumiton. E no meio disso tudo, uma mala da *Gucci* com rodinha e tudo, grande, por 40 dólares. Mesmo com meu olhar de desaprovação - era um fake muuuuito fake, cafonérrimo - eles levaram. Segundo o Jeff "No one from Lexington will know the difference". OK. Eu não tenho nada com isso e fui até cúmplice no crime de aquisição de mercadoria pirateada.
bolsas falsas dentro de um "esconderijo" não-tão-secreto na Canal Street, Chinatown, NY.
De Chinatown, pegamos um táxi para o hotel, nossas malas e seguimos para La Guardia. Após o check-in, fizemos hora no Fox Sports Bar ao lado do nosso terminal, tomei mais algumas stellitas e voamos de volta novamente no Brasilia da Comair. Chegamos tarde em Lexington, peguei outro carro na Enterprise, dessa vez um Honda Accord, fomos pra casa, e, exausta, dormi.

Dia 6 - New York

Acordei por volta das 10h, um pouco de ressaca por causa de ontem. Tomei café da manhã no quarto, o dia estava lindo, ensolarado e menos frio que nos dias anteriores. Peguei um taxi e fui direto pro Museum of Natural History. Cheguei lá, TINHA fila, fiquei uns 20 minutos nela, e fui direto pro 3° andar ver a expo "The Horse". Achei ok, mas, talvez pelo meu conhecimento já vasto do assunto, não vi nenhuma novidade. De lá fui na expo nova, "Climate Change". Mais interessante, gostei.painel no lobby do museu de história naturallugar maneiríssimo pra levar criança, que amam dinossauro. eu, nem tanto, mas valeu porque nunca tinha ido. nas redondezas do museu. Depois, fui direto pro Angelika Film Center assistir Slumdog Millionaire. Já escrevi sobre esse filme aqui no blog em dezembro, assim que foi lançado, estava ansiosa. Filmaço. Uma mistura de filme de Bollywood (com direito ao kitch) com Hollywood, um roteiro adaptado muito criativo, do Simon Beaufoy, o roteirista que ficou famoso com Full Monty. É uma fantasia, improvável (o tema, do menino pobre, analfabeto, o favelado - slumdog - órfão que sabia todas as respostas do Who Wants To Be a Millionare indiano) e ao mesmo tempo possui um excesso de realismo (o cenário, a fotografia no mínimo perturbadora e espetacular, e os personagens, especialmente quando ainda eram crianças). O filme está fazendo tanto sucesso no mundo todo, que deve levar alguns dos Oscars para o qual foi indicado (10, melhor filme, melhor direção, melhor fotografia, roteiro adaptado, edição, trilha sonora, melhor música 2x, som). Na minha opinião, deve ganhar o Danny Boyle como diretor, ele que catapultou seu lugar entre um dos melhores diretores depois da obra-prima Trainspotting e depois de alguns fracassos consecutivos, veio com esse filme; o Simon Beaufoy no roteiro adaptado do livro homônimo de Vikas Swarup, e Anthony Dod Mantle, o mesmo de Dogville, e que já tinha trabalhado com Boyle no filme 28 Days Later, na fotografia. Vamos ver. De qualquer maneira, recomendadíssimo. Depois do filme, passei na minha loja favorita de NY, a Urban Outfitters. Adooooro tudo de lá. Praticamente só comprei roupa, nesta viagem, nessa loja. Fora o fato de que PERDI dois cachecóis maravilhosos, únicos, que comprei(só reparei quando já estava de volta em Lexington), isso não foi nada legal. Foi lá que comprei, também, esses bloquinhos simpáticos.
Voltei pro hotel, encontrei Clayton & Jeff e fomos jantar em Chelsea, no Porters. Comi bem, calamari de entrada, steak au poivre (que não chegou aos pés do Keens) e um merlot californiano que não lembro o nome. dessa vez só tirei foto da entrada. o vinho subiu logo e esqueci de registrar o prato principal. water + wine, sem flash. Depois dei uma passada com eles num bar gay, chamado XES (pode ser o oposto de sex, mas muitos partem de lá pra isso). Depois olhei no site que a principal atração do lugar é um tal de Ass Circus. Realmente não tinha nada pra mim ali. Fiquei a minha meia hora, era a única mulher ali, e já cansada, peguei um táxi sozinha e voltei pro hotel.

Dia 5 - New York

Acordei cedo louca de vontade de sair do hotel. Lógico, os meninos, que voltaram da boate Under The Volcano + outros gay places que não sei, quase já amanhecendo, ainda estavam dormindo e não contei com eles pra sair. Peguei meu casaco, cachecol, boné, luvas e mochila (my NY winter attire) e fui. Primeira parada, café da manhã na Guy & Gallard. Ovos mexidos com queijo, suco de laranja e café preto.
Todo mundo que me conhece sabe que vivo de dieta, como que nem um passarinho (tá, isso é mentira), mantenho o meu peso ideal as duras penas, sempre brigando com a balança, um saco (que não tem fim) mas em viagem, é tudo ao contrário. Como MESMO, tudo e muito, bebo quase todos os dias, faço questão de todas as refeições, adoro escolher restaurante e experimentar pratos, até sobremesa, e normalmente volto pra casa bem mais gorda, e dessa vez não foi diferente (aliás, depois de 15 dias no Brasil, as minhas calças ainda não dão, então dá pra sacar que comi práaaaca). Tirei foto do café da manhã também. De lá, peguei um taxi e segui pro MoMA, com a intenção de ver a expo do Van Gogh, que estava no penúltimo dia, e outra do Vik Muniz.
Bom, ficou na intenção, porque a fila pra comprar ingresso fazia voltas no quarteirão. Mesmo assim, entrei, fiquei menos de um minuto e um funcionário da fila (controlador de fura-fila do MoMA), avisou que TODOS OS INGRESSOS PARA AQUELE DIA ESTAVAM ESGOTADOS. Priscila, você NÃO VAI VER Starry Night. Nem over nem under the Rhone. Foi aí que me dei conta da quantidade de turista em NY, claro, logo no dia 2 de janeiro, eu esperava o quê? São ainda os remanescentes do Reveillon + as pessoas que chegam depois (como eu) pra aproveitar diárias mais camaradas em hotel, liquidações etc. Não contava com essa impossibilidade de fazer meus programas culturais por causa de multidão, e fiquei bastante decepcionada.a foto da fila, não sei se dá pra ver bem, porque acabei tirando mesmo é da barraca de hot dog, estava com fome. a fachada. não me conformo......de ter perdido. O Vik Muniz, está aqui no Rio agora, tudo bem, posso ver a expo aqui, mas Van Gogh, provavelmente nunca vai ver a cor da noite carioca, ou mesmo brasileira. Tentei até comprar para o dia seguinte, mas não consegui nem chegar perto da bilheteria, que aliás, só vende ingresso para o mesmo dia. De lá, parti. Consegui apenas entrar na MoMA store pra comprar um guarda-chuva que olhava de vez em quando no site deles e morria de vontade de ter. Cheguei a me filmar fazendo um micro-depoimento pra minha câmera tamanha a minha decepção, ao mesmo tempo filmando aquela fila louca. Eu, que já ODEIO fila, não faço fila pra nada no Brasil, (só obrigadíssima e mesmo assim, puta que pariu!). Saí andando pelas redondezas, entrei numa Gap ali perto e quase saí sufocada. Muita gente, uma fila do caixa até a porta da loja pra pagar, uma bagunça surreal. Crise, que crise?a bagunça+fila na Gap.
Saí assustada e entrei na Prada. Vi todas as bolsas e carteiras que queria comprar, passei pelas vendedoras que atendiam suas clientes lindas, louras, ricas e japonesas, e fui embora, incrivelmente feliz por não ter gastado 1800 dólares na bolsa de couro envelhcido marrom escuro que está no topo da minha lista de desejo de consumo. "A" bolsa.
Me deu um certo alívio vê-la ali paradinha e não sacar o cartão de crédito, até porque...como iria pagar a fatura quando voltasse pro Brasil? Ou melhor, QUEM iria pagar, não tenho marido rico (ou marido at all), tô sem significant other (rico ou pobre) no momento, meu pai não é louco de me dar uma bolsa desse preço, e os meus rendimentos atuais não me permitem, pelo menos agora, comprar a bolsa mais maravilhosa desse mundo que estava ali me olhando, na minha cara, paradinha, inconformada com a minha atitude blasé de quem não tá nem aí. "ELA" de novo.
Ufa. Feliz (hahaha), saí de lá e continuei caminhando pela 5a. avenida até chegar na Apple Store, aquela do cubo. Como ninguém é de ferro (muito menos o dinheiro, que é de papel, e o cartão, de plástico) e macmaníaca que sou, entrei num transe. A loja estava abarrotada de gente mas nem me toquei. Não dei a míiiinima. Comprei alguns gadgets pro meu Imac: um adaptador para transformar o mac numa espécie de TV com DVR chamado Eye TV Hybrid, um teclado sem fio, porque quem tem teclado branco do Mac sabe que é preciso, sempre, ter um reserva porque suja pra kct, comprei um universal dock, que já estava precisando há algum tempo, um Ipod Touch pra minha sobrinha de presente, que eu tinha prometido, um Ipod Nano roxo pra minha mãe, um limpador de monitor. Na mesmíssima hora esqueci da bolsa(mas ela não esqueceu de mim, olha A bolsa aí de novo), da Gap, menos do MoMA, essa frustração de não poder ter visto o Van Gogh estando ali, na frente, vai me seguir para todo o sempre. Peguei um taxi e dei uma passada na Century 21, comprei lençóis, bota de couro, naquela loja-bagunça onde tudo é mais barato, mas não consegui ficar lá muito tempo porque, simplesmente, não dá pra mim. Muita gente, bagunça, barulho, filas, o que não me incomodou na Apple Store me deixou completamente esgotada na Century. Fiquei uns 20 minutos na fila pra pagar e voltei pro Hotel. A essa altura, já estava no meio da tarde. Almoçei um cachorro quente na barraca da esquina, e fui pro quarto. Nesse meio tempo, encontrei com Clayton e Jeff e marcamos de encontrar nossa amiga Jill Ryan, que mora lá, a noite. A Jill foi a minha primeira amiga em Lexington. Ela fazia uma aula de produção de TV comigo e eu, tímida e altamente reservada já estava há quase um ano em Lexington sem fazer amigos, a não ser uma brasileira (mas brasileiro não conta), a Ana Carolina, que logo se mudou pra Birmingham. Então, um dos trabalhos dessa aula era pra ser feito em dupla. Depois de todos os pares formados, sobrou eu e Jill. Naquele exato momento, ela passou a ser a minha melhor amiga da faculdade. Fazíamos tudo juntas, e uma noite fui estudar na casa dela. E ela morava com 2 roommates, um deles, o Clayton. Daí começamos a sair nós 3 e assim ficamos por quase um ano, até que a Jill se mudou. Nesse meio tempo conheci um montão de gente através dos dois, inclusive a Angie, Mia, e todos os outros amigos que viria a ter. Voltando. Não via a Jill há 6 anos, desde que estive em NY a trabalho em 2002. Combinamos de nos encontrar no apartamento de um amigo dela, o Brian, no Soho, e de lá sair pra jantar. Chegamos nesse loft fabuloso, decoração bacanérrima, que uma amiga do Brian super-híper-mega cool (produtora de moda da revista W) emprestou pra ele (que mora em LA) enquanto passava férias na França. Tirei algumas fotos do loft. Tomamos um vinho muito bom, zinfandel californiano, ficamos batendo papo e partimos para o restaurante Lucky Strike, na esquina. Eu, Jill, Clayton, Jeff, Brian, Jen (irmã da Jill) e Andrew (amigo do Brian) sentamos no bar, foi tudo de bom, comi um penne arrabiata que precisei trocar por que estava way too hot, bebemos vinho tinto, rimos muito...e depois demos uma passada numa boate chamada Cubbyhole. Fiquei nem meia hora, já cansada do longo dia, peguei um táxi sozinha (Clayton e Jeff iam esticar em algum lugar) voltei pro hotel e fui dormir. Clayton e Jilla salinha do loftadorei, tirei várias fotos da decoraçãoo quartinho, em cimavizooa cozinhaespelhotodo o charme de Brianbotas novasClayton e Jentodo o charme de Brian parte 2o Zinfandel da noitevista da janela do loftLucky Strikeeu e Clayton, Lucky StrikebarClayton + JeffLucky Strikemy hotter than hell penne, não deu pra comer. troquei por o mesmo, menos apimentado. Jill e BrianAndrew, Jill se escondendo, Brian.