4.8.08

Que Amado



Meu cavalo Que Amado morreu no dia 3 de agosto, depois de 15 dias de batalha pela vida. Começou com sintomas de cólica, a situação se agravou e foi operado e veterinário (o fantástico, melhor de todos, Dr. Flavio Geo), que retirou uma obstrução (pedra do tamanho de uma manga) do intestino dele. Ficou 5 dias sentindo uma dor fortíssima e mesmo assim não só aguentou a cirurgia como vinha melhorando a cada dia no pós-operatório. Chegou a sair da UTI equina e já ia voltar pra casa quando, de repente, as dores lancinantes voltaram, dessa vez nos testículos e com febre altíssima. O Flávio constatou uma infecção generalizada e não teve outra saída a não ser aliviar o sofrimento do cavalo. Ele se foi, meu Que Amado, cavalo mais que amado mesmo, que nunca vou esquecer, por tudo que ele poderia ter sido. Pode não ter sido um craque, mas pra mim ele foi muito mais que isso.
Adeus, meu bichinho. Você merece toda a paz do mundo, meu campeão.

6.6.08

16.5.08

Tranquility Farms, Rio, Brasil


Quero trazer esse projeto para o Brasil. Tenho certeza que vou realizar esse sonho.

17.4.08


a visita da Bruna, Duda, Gabi e Bernardo, meus sobrinhos tudo de bom (só falta Rafael).

16.12.07



since feeling is first
who pays attention
to the syntax of things
will never wholly kiss you

wholly to be a fool
while Spring is in the world

my blood approves,
and kisses are a better fate
than wisdom
lady i swear by all flowers. Don't cry
-the best gesture of my brain is less than
your eyelids' flutter which says

we are for each other: then
laugh, leaning back in my arms
for lifes not a paragraph

and death i think is no parenthesis

e.e.cummings

20.11.07

Starry Night Over The Rhone


(Van Gogh)

Adoro esse casal, no cantinho, observando as estrelas - - bom, eu gosto de pensar que eles estão observando estrelas. Imagino muita coisa por causa desse quadro, é por isso que gosto tanto dele: me faz pensar sobre o que é um casal, cumplicidade + amizade + desejo, e como é bom estar ao lado de quem a gente ama simplesmente "observando estrelas". Dá muito sentido nessa vida tão sem sentido. Dá muito conforto também. Espero viver, um dia, sob essas estrelas de Van Gogh.

16.11.07

O consumidor que se f...



Detalhes que me deixam verdadeiramente PUTA incluem aqueles que mexem no meu bolso. Hoje, sabemos que dentre os produtos que encontramos nos supermercados brasileiros, 99% já foram alterados pelos fabricantes para se ajustarem ao "novo perfil do consumidor", supostamente após (falsas) pesquisas de mercado. Os produtos modificados sofrem diminuição de quantidade e qualidade.

É o Brasil novamente no caminho contrário do desenvolvimento, pois nos países onde os consumidores são levados a sério (nos EUA existe até associação para proteger as especificações dos produtos), o que importa é aumentar cada vez mais a qualidade ou a quantidade dos produtos, e no processo, no mínimo manter ou até diminuir o preço para enfrentar a competição acirrada e finalmente conquistar os consumidores e uma boa fatia do mercado, por fim lucrando com a economia de escala, que é o que realmente interessa. Aqui no Brasil não, nada disso importa. A mesquinharia é a lei. Produtos cada vez piores, quantidades ridículas, embalagens enganadoras, e preços que só aumentam. Só dá certo porque é uma economia de cartel, ou o que eu chamo de concorrência leal entre eles e desleal apenas para o consumidor.

Eis alguns exemplos da minha constatação, após uma passadinha rápida no supermercado aqui da esquina:


- O café Pilão mudou a quantidade no pacote e o preço continuou igual. Não sei se seguiu outro fabricante, mas quando um muda o padrão, normalmente os outros seguem, como um "cartel".

- o salgadinho Fandangos, coitado, o menor saco tá grande pra ele. A nova quantidade estabelecida pelo fabricante mal ocupa metade do saco. Você abre, come uns 5, e já está no fim. Se continuar assim, daqui a pouco o slogan "É Impossível Comer Um Só" não vai fazer mais sentido, porque dentro do saco, virá apenas um único fandango, e será possível sim, aliás inevitável, comer um só. E o preço? Subiu (claro).

- O sabonete Lux está bem mais fino. Dura uns 5 banhos. Antigamente os sabonetes não cabiam na palma da minha mão. Eram grossos, grandes, e duravam muito tempo (oh se certas coisas fossem assim). Quando os sabonetes de antigamente chegavam ao tamanho do Lux que abri hoje, sabia que já era a hora de grudá-lo num novo, para não desperdiçar, e seguir em frente. Ridículo!

- O papel toalha - e isso é geral para todas as marcas - anda se desintegrando na mão, mesmo seco, de tão fino. Daqui a pouco eles vão disputar mercado, sem querer, com o papel higiênico. Que ficam cada vez mais grossos. Vai por mim. Talvez seja mais eficiente um rolo de arranha-cu na cozinha e um rolo de Chifon no banheiro.

- Falando em papel higiênico, eles são o símbolo involuntário dessa epidemia de menor qualidade e menos quantidade que tomou conta do país. O rolo padrão, de todas as marcas, possui apenas 30 metros, batendo o triste recorde de MENOR rolo do mundo. Quer dizer, você não vai encontrar um rolo de 30 metros em nenhum supermercado no mundo, nem em Boston, Botswana, e muito menos na Mérida. Apenas no Brasil! Os fabricantes foram diminuindo a metragem gradativamente, sem diminuição proporcional do preço - que só subiu. Temos que nos contentar com esses rolos de merda.


Leia mais aqui apesar de saber que os processos não deram em nada, ainda.

2.11.07

Eu recomendo...feriadão de 2 de novembro.

(do meu antigo blog, ano 2007)


É feriado, estou em casa (muito bem) acompanhada desses itens abaixo, os quais recomendo!



Alucinações Musicais, o novo livro de Oliver Sacks que saiu no Brasil pela Cia das Letras. Aqui ele examina uma série de experiências humanas ligadas à música.


Joguinho Strike A Match, passatempo maravilhoso pra quem gosta de exercitar o inglês.


Snow Cake, um filme indicado pelo site IMDB...e esses outros dois...

E, para finalizar...porque ninguém é de ferro, e o calor tá fogo...

Häagen-Dazs de doce de leite.

É isso! Bom feriado pra vocês também.

14.10.07

10.10.07

Life Is Short


And, in the end, it's not the years in your life that count. It's the life in your years. ~Abraham Lincoln

"Fourteen Things That It Took Me Over
50 Years To Learn" by Dave Barry

1. Never, under any circumstances, take a sleeping pill and a laxative on the same night.

2. If you had to identify, in one word, the reason why the human race has not achieved, and never will achieve, its full potential, that word would be "meetings."

3. There is a very fine line between "hobby" and "mental illness."

4. People who want to share their religious views with you almost never want you to share yours with them.

5. You should not confuse your career with your life.

6. Nobody cares if you can't dance well. Just get up and dance.

7. Never lick a steak knife.

8. The most destructive force in the universe is gossip.

9. You will never find anybody who can give you a clear and compelling reason why we observe daylight savings time.

10. You should never say anything to a woman that even remotely suggests that you think she's pregnant unless you can see an actual baby emerging from her at that moment.

11. There comes a time when you should stop expecting other people to make a big deal about your birthday. That time is age eleven.

12. The one thing that unites all human beings, regardless of age, gender, religion, economic status or ethnic background, is that, deep down inside, we ALL believe that we are above-average drivers.

13. A person who is nice to you, but rude to the waiter, is not a nice person. (This is very important. Pay attention. It never fails.)

14. Your friends love you anyway.

Thought for the day: Never be afraid to try something new. Remember that a lone amateur built the Ark. A large group of professionals built the Titanic.

16.9.07

So Slow - Ari Hest




Viciada nessa música desse novaiorquino ainda "desconhecido" mas que não vai demorar pra chegar lá.

15.9.07

O Retorno II

Depois de sacar um siso e o coitado do dente que morava ao lado e que foi subitamente invadido e destruido por ele, isso tudo ontem de manhãzinha, estou em casa, acamada, com a boca rasgada, resultado da força dos biceps da dentista sobre o forceps (aparelho que extrai o dente) dentrão da minha boca, e agora sobrevivo tomando analgésicos, antiinflamatório, antibióticos, gel para proteger pontos, e um remedinho que só é usado em hospitais e serve para se alternar com a morfina para que o paciente não saia completamente viciado. e que remedinho...amei essa descoberta. a pílula é pequena e é só colocar embaixo da língua e tchum, adeus dor. e o melhor, é tarja VERMELHA. Começa com T e ele está na cozinha e tô com preguiça de ver o nome agora. De qualquer maneira, obrigada, remédio que começa com T. Conto com você enquanto durar o meu sisudo martírio.

Na real, estou com a sensação de ter levado uma porrada na cara, tamanha a brutalidade desse procedimento pré-histórico. Como disse uma amiga, me precavendo: não se assuste se a dentista apoiar o pé no seu peito pra fazer força e conseguir arrancar o dente! Parece que é a única cirurgia que não avançou nem um ai desde os tempos que o homem das cavernas operavam os dinossauros. Com exceção da anestesia, que em mim sempre teima de não "pegar" totalmente.

E pensar que tem gente que extrai dente sem anestesia. Minha mãe me disse que o caseiro dela extraiu 3 dentes num mesmo dia e no dia seguinte já estava trabalhando lindo, loiro e japonês como se nem fosse com ele. Apesar de ele não ter nada de lindo, ter cabelo sarará e ser descendente de índios, nunca piou um ai. Ele, aliás acertou no jogo do bicho ontem, milhar na cabeça, apostou 1 real e ganhou 3 mil. Taí, o cara sofreu o dente que o dentista arrancou mas no final Deus lhe recompensou com uma graninha do bicho. Fiquei feliz por ele. Vocês precisavam ver o sorriso de felicidade, desdentado mas feliz.

Escrevi tudo isso acima porque estou em casa sem fazer nada, cheia de pontos dentro da boca, e me lembrei que um dia fiz um blog. Foi numa tarde de 2006, na época que estava trabalhando de casa. Recuperei minha senha - uma entre as 80 que recorro ao "remember my password" link pra poder acessar - e resolvi escrever de novo. By the way, isso NÃO é um post. É só um aviso que posts virão. Quando eu estiver de bobeira.

Bom retorno (pra mim), retorno de um blog antigo que tinha apenas duas entradas, que já era filhote do Itsallgreektome, falecido blog que desandou na minha mão porque não tinha pretensão de nada - nada mesmo - e aos poucos fui me vendo na obrigação de postar frequentemente, notícias, dar paplpites, etc. quando tudo que eu queria era só ter um quadradinho desse pra escrever o que dá na telha sem me preocupar com críticas, opiniões, gramáticas, semânticas. E assim será com esse.

Bom domingo pra quem me lê, mesmo que seja o meu próprio. Aliás, preciso ir à feira agora, se não pego a xepa.

XXX

10.8.07

12.7.07


Amar você é ter vontade de ir a lugares que não conheço e me expor de um jeito que me ilumina. É transgredir a ordem das coisas, transmutar medos antigos e cantarolar canções novas.Amar você é passear por entre haicais, sonetos e trovas.

Amar você é descobrir que alguns mergulhos são desnecessários, que algumas coisas existem para se conhecer só na superfície, dispensando dicionários, porque elas são simplesmente aquela estrada rasa feita pra se caminhar por cima e a esmo.É eu saber teu colo e você a minha mão quente. É esse nosso afago relembrar a euforia das paixões adolescentes. É poder ouvir exatamente o que foi dito sem procurar uma mensagem oculta, uma palavra mágica dissolvida no contexto ou outros indícios. É respeitar tuas vontades, tua inconstância, tuas dificuldades. É saber que uma meia-verdade pode ser a verdade mais sincera de cada um...

Amar você é também mergulhar nos meus textos, e ficar submersa observando as coisas por dentro porque a densidade delas é o essencial, é o meu centro. É entender tuas limitações porque me olho e vejo as minhas, é conceber minhas mudanças porque também vejo as tuas. É não deixar que nada corrompa nossas essências, porque nos queremos melhorar para o mundo, porque queremos embelezar nosso universo, porque queremos ser além das aparências. É saber que cada passo que dou será na direção que escolhi e que só terei o conforto da sua companhia se, por acaso, quiser seguir o mesmo rumo. Porque somos unos, múltiplos, imensos, nunca os mesmos, sempre os únicos, os mais intensos.
É encontrar leveza nas emoções que nos transbordaram porque estávamos prontos. É escrever um dicionário de palavras distraídas. E adentrar o corpo de um poema recente, ainda disforme. É falar de amor usando a metáfora mais inocente. É também experimentar a simplicidade com que tudo pode ser vivido, até àquela hora em que o desejo dorme. É vir à tona e, sem sustos, te deixar ser e me vir refletida, pedra bruta antes de ser polida, até a hora da próxima fome.
Amar você é amar aquilo que, de outra forma, jamais faria sentido: é abraçar teu passado, teus traumas, teus vazios, tuas confusões e angústias existenciais como quem abraça a um amigo.
É agradecer profundamente, ao acordar, por esta pessoa inteira, que jamais será uma metade e que me escolheu para a soma, e que com todas as alternativas que teve, preferiu seguir comigo.
(Amar você me fortalece.)

(Marla de Queiroz)

15.6.07


será que sem birita algum homem encara?

17.5.07


Intervalo II

Dai-me um dia branco, um mar de beladona
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
Como um só momento.

Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.

Imagens tão mudas
Que ao olhá-las me pareça
Que fechei os olhos.

Um dia em que se possa não saber.

Sophia de Mello Breyner Andresen

pic by me (Belém do Pará 2007)

4.5.07


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhãs e as manhas, o sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
De ser feliz
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais

(Almir Sater)

17.4.07


E tenho dito!

(ps: não sou vige)

13.4.07

antepassados


o registro mais antigo de pessoas da minha família, da parte do meu avô de Minsk (que hoje fica na Bielorussia). e não me perguntem o que são esses laços!

sei que uma delas é minha tataravó.

12.4.07

30.3.07

27.2.07


roubado do postsecret

25.2.07


Faithful watcher by my side, long days and nights together through the delirium of mortal anquish,
-steadfast, calm and sweet as eternal love.

(Joshua Lawrence Chamberlain)

23.2.07

16.2.07

Sempre É Pouco Quando Não É Demais (frase de Arnaldo Antunes)


Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama.

E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.

(F.M.)

5.2.07



Foto: Soneto do Breve Momento, Vinicius de Moraes (1952)

Quando você não está, escrevo silêncios. Palavra muda diante de coração que só pensa em presença. A lembrança do seu sorriso é um abrigo para minha saudade infinita.

9.8.05

Santo Paulo!

Passei a semana passada em Sampa. Os dois primeiros dias, a trabalho, depois pra espairecer um pouco, me divertir longe de casa, e fazer um lance que estava pendente há uns 6 anos.

Meu roteiro foi, em ordem (clique nos links):

Terça

Chegada no Hotel Quality Pinheiros
Jantar no Spot

Quarta

ABTA - congresso da Associação Brasileira de TVs por Assinatura - primeira vez como diretora da minha própria empresa, a Immensity Produções (inicialmente para gestão de conteúdo para TV)
Passeio na 25 de Março (que loucura aquilo, céus!!!)
Almoço na ABTA
Jantar no Ritz
Sobremesa no restaurante Obá

Quinta

Congresso ABTA
Almoço no restaurante Santa Gula em Vila Madalena - só a decoração do local já vale a pena.
Chegada no Hotel Blue Tree da Berrini
Jantar na Mercearia do Conde
Esticada na boate Ampgalaxy

Sexta

Almocei num restaurante ao lado do meu hotel, esqueci o nome...
Show do Leoni no Tom Brasil
Jantar na Forneria Sao Paolo

Sábado
Almoço no mesmo restaurante ao lado do hotel
Show da Zélia Duncan no show de lançamento do CD Pré Pós Tudo Bossa Band no Tom Brasil
Festa da Preta Gil e Marina Morena na boate The Week
Feijoada de madrugada na casa de uma amiga da Marcinha
...exausta

Durante esse tempo em Sampa eu li o livro Freakonomics do Steven D. Levitt e mais um autor, que é interessante pelas correlações (até então surreais) que os autores usam para estabelecer novas teorias econômicas, explicar outras e até solucionar questões aparentemente impossíveis. Comecei a ler também o livro A Louca da Casa, da espanhola Rosa Montero, ainda não acabei pra comentar... mas o pouco que já li é o suficiente pra dizer: corra pra livraria e compre o seu!

É isso. Domingo a tardinha peguei a ponte da Varig (que tá com uma super promoção chamada Superweekend pra quem gosta de passar o finde em Sampa e vice-versa, por a partir de 399 reais ponte ida-e-volta e 1 noite de hotel)...e fui jantar na Capricciosa com meu pai e meu irmão...exausta mas feliz! Voltarei pra Sampa nesse sábado...Sa

"A PAIXÃO É UMA FLOR QUE SE COLHE NA BEIRA DO ABISMO"
(li isso no banheiro de um restaurante em Sampa)

31.7.05


Mais um final de semana de frio no s�tio...

27.7.05

A Louca

Ontem fui com algumas amigas num pocket show da Angela Rô Rô. Foi risível (exatamente por isso que fomos, pra rir). Ela cantava assoando o nariz e entre as músicas, Eis o diálogo que travamos após o primeiro bis (ela já estava fora do palco, o público pedindo músicas):

Eu: - Não vou embora antes de você cantar 'Escândalo'.

Rô Rô: - Querida, então você que faça seu próprio escândalo.

Ela tem uma voz ótima, mas a pessoa dela é...irk irk irk num grau!

26.7.05

Um Fotolog Improvisado

Segue uma série de fotos tiradas durante o final de semana passado. Subimos no sábado, 23/07, para a festa julina da Lídia (mãe da Sol!) e da Dinha em Araras. Me diverti muito na festa, que além de gente tudo de bom tinha comida típica e boa pra cacete, quadrilha, puxadores que também tocavam e cantavam bem, pescaria, prendas, cerveja geladíssima e muito alto astral. Depois fomos para o sítio, na maior friaca, e jogamos mau-mau até a exaustão. Rimos muito o tempo todo e no dia seguinte mal acordei fomos para a pracinha de Nogueira almoçar uma empadinha extraordinária (famosa nas redondezas, esqueci o nome do local) que de quebra também tinha um sonho de comer ajoelhada. Depois demos um bordo no Horto, em Itaipava, para uma cerveja gelada e voltamos para o Rio. Foi tudo muito bom mesmo, me diverti como há tempos não conseguia.

Semana que vem pode ser que tenha um repeteco - sans festa julina mas com show em Petrópolis - seguido de churrasco, no dia seguinte.

25.7.05


E no dia seguinte, já com a devida compostura, fomos almoçar a melhor empadinha da Serra em Nogueira e depois passamos no Horto, onde foi tirada essa foto liiinda. Tô aí prestes a receber um beijo na bochecha da minha amiga que eu adoro! Descemos logo depois para o Rio e se tudo der certo, final de semana que vem é a vez do churrasco.

Na Madrugada Fria ...


Tava tão frio que improvisamos o jogo na frente da lareira e um sonzinho no DVD. Eu ou a Marcinha tirando da Carmel, Gi e Alice...aquele lugar é tuuudo de bom pra mim, eu amo e sempre quando vou pra lá, fico feliz. Saio de lá mais feliz e mais leve, sempre. Altíssimo astral!

Já no Sítio, mesma noite


Chegamos no sítio por volta das 22:00h, botamos o pijama, lareira acesa, embalamos numa partida de mau-mau: minha primeira vez. Tive acessos sérios de riso...é um jogo simples e viciante...quero mais...

Festa Julina em Araras 23/07/2005


Alice, eu e Carmel. Ganhei na pescaria uma prenda inusitada: um saco de absorventes para homens. No jogo de argolas, ganhei uma vela em forma de pirâmide (que a Marcinha levou). Dei um pote de Nutella (que a Ilana ganhou na pescaria).

Festa Julina em Araras 23/07/2005


A quadrilha à mil e hilária. Minha timidez venceu a vontade de participar, mas me diverti "voyeuristicamente" (risos). Adorei!

Festa Julina em Araras - 23/07/2005


Nós chegando na festinha: eu, Gi, Alice e Marcinha. Carmel tá tirando a foto.

Letter to my brother

acabei de achar um email que mandei p/ o meu irmão no dia 24 de outubro de 1996 - 2 anos antes de voltar p/ o Brasil, mas já preocupadíssima com as minhas opções por aqui. Acabei ficando lá, trabalhei em 1997 e 1998 (em rádio e TV) e voltei...tô passada com essa carta.


Dear Brother,

I'm sorry to bother you with such a long letter. I must confess that I ramble a lot and promise not being redundant again. I must tell you my plans now. I do not intend to go back to live a wandering, underproductive, pitiful little life. Although I do know that there may be new job opportunities, I doubt they would suit me. I'm just convinced that the system does not work fairly and will do whatever it takes to downplay my abilities until I am totally sucked up and hopelessly stuck inside a maze of big lies. The reason: I just found out that the most obnoxious, incompetent, stupid, dumb, idiotic person got a high level job at that place we talked about the perfect company for me to work for. The reason? Her aesthetic qualities. I go as far to say that she got the job because of the pubic interest as opposed to the public. So why am I going to subject myself to such a hurdle? Why am I going to let my very substantial self line up in that line of mockery? I cannot bear witnessing this person's claim to fame while corrupting my soul. A soul starving for greatness cannot fall in the trap called mediocrity. I am not demanding more than I deserve. I am just thoughtfully fearing misplacement. I am already feeling the pain of abandonment, the pain of involuntarily pounding a heart in hell. See, I must care for myself. I must let my soul experience joy before it experiences sorrow. I must let my first serious working experience be the call. It is all over me. Compellingly framing my mind. And as I say, I will pursue my call. I will go after my piece of heaven, relentlessly, until I am either consumed by it or by the so-common reality, the mother of all unhappiness.
Lawfully I am entitled to a full 365 days, like a try-out to freedom. Those days will be lived and not spent. Those days will set the alarm clock. Those days are coming and I cannot wait. Please tell me what you think? Miss you.

Love,

Priscila

O Passado Me Condena Parte 1

Quanto tempo que não escrevo...bom, hoje estou devolvendo o notebook da empresa que estava comigo, e passei horas essa noite passando o que queria preservar para disquetes velhos - pois esse notebook não tinha gravador de CD e eu só tenho em casa disquetes velhos, usados (essa coisa do passado) então o trabalho foi duplo. Estavam todos cheios e tinha que apagar tudo que tinha neles pra poder salvar o que eu queria - pouca coisa porque não cabe quase nada. Nesse vai-e-vem de arquivos velhos, encontrei coisas que escrevi quando morava fora...coisas que nunca reli depois que voltei pra cá. Vou postar espeficifamente uma carta (tem partes hilárias)que escrevi quando trabalhava no canal de televisão FOX-56, supostamente uma carta pra imigração pedindo extensão do meu visto de "practical training", que me dava direito de apenas um ano de trabalho legal...e eu tinha pretensões de ficar por lá por mais algum tempo. Esse trabalho foi o meu primeiro lá (quer dizer, eu estagiei como cameraman antes risos) e eu era a assistente-de-vendas-secretária-mulé-do-café-telefonista tudo ao mesmo tempo. Adorava, era garota e sabia que estava lá por um tempo curto. Ao ler essa carta - adorava escrever auto-gozações no mesmo estilo - fiquei perplexa porque o meu inglês, depois de quase 9 anos de volta ao Brasil, definitivamente não é mais o mesmo. Não tenho mais o vocabulário que eu tinha...me deu a maior tristeza ao constatar isso. Hoje seria incapaz de escrever assim. Bom, o Tom M o que "assina" era um executivo de vendas ruivo, mas ruivo fogo, vermelhão mesmo e sarará, que tinha um labrador chamado Tyson e por causa do labrador dele que comprei o meu labrador, o Luca. O Tyson era enorme e o Luca pequeno. Briguei com o Tom porque ele chamava o Luca de "runt" (o mesmo que "anão" pra gente!). O Tom engoliu a seco porque o Luca foi um late bloomer. Pena que ele não viu como ele ficou. Bem, tô rambling. O Tom ficou muito meu amigo - cheguei a me apaixonar perdidamente por ele mas o namoro não durou mais que 1 mês, eerrr uns 20 dias, eu acho. Ou até menos. Na minha memória existem apenas 2 saídas (rs), mas fiquei super confusa por causa dele, o que, thanks God, logo passou. Ele que assinaria a suposta carta que, lógico, nunca foi enviada. Se me lembro bem, acho que nem ele viu. Não, definitivamente ele não viu.

Eis o texto (é meio longo, mas vale a pena...o poeminha no final então...cruzes. credo. cruz credo!) .


Lexington, February 17th, 1998

To: Department of Justice
1221 Liberty Avenue
Washington D.C.

Dear Immigration Officer,

I write this letter in behalf of Priscila Beloch, who works as a local sales assistant at WDKY-TV in Lexington, Kentucky. She is my personal assistant and I would like to express my thoughts about the extreme importance to have her visa extended so that way she would keep working for me.


Although Ms.Beloch has only been working in the company for 3 months, she has excelled at all tasks. In that short period of time, she undoubtedly became essential not only for the entire company but especially for me. Just imagine this scenario that happened last week: Ms. Beloch was unfortunately stuck in her habitat due to a snow storm around her surroundings. Any plain Jane would be unable to drive anywhere or snorkel through the snow in order to hail a cab, a lift, or a passenger bus. But, instead of staying home in bed, laughing at the opportunity to miss work in such horrendous weather conditions, Ms. Beloch managed to shovel all the snow around her vehicle. Taking advantage of her immense creativity and extra time, she also managed to build a snowman just to make the little kids around her apartment complex happy. Then the unimaginable happened: after successfully turning on the engine of her car (which by the way is a miracle, because her car is such a hooptie with no will to start when it’s freezing), already thanking the Almighty for the blessing of letting her go to work to do the things she enjoys the most, she realizes that all the tires are bald. In order to protect her health and avoid a potential collision, Ms. Beloch, weeping, calls her boss saying that she would be unable to drive to work that day because she is afraid of risking her and other people’s life on the journey. Needless to say, the boss decides to call off the day because the most essential working arm wouldn’t be able to make it. Just to prove how extraordinary Ms. Beloch is, she took advantage of having some documents from work at home and spent the whole day brainstorming and writing down new brilliant ideas to be presented on the next day, when she showed up for work at 4 AM to make up the missed hours.

Just to add another impressive data: I can never forget the day that Ms. Beloch went to work even though she was going through a 105 degree fever, anemia, pneumonia, gradual loss of sight, and labirintitis. She managed to do her job with an I.V. stuck in her arm and innumerous caplets of non-drowsy Quill (don’t remember if it was Nite or Day). From this day, hangs on her wall a little medal of recognition given by the Association for the Extremely Productive Aliens in America (AEPAA). No one in that office, and I might add, any other office in the face of this world if given the chance, would ever be able to forget how amazing Ms. Beloch was for being there that day. It was one of those rarest moments in life, seeing something so amazingly touching. And I must confess: I cried like melting butter, no, like a depressed onion peeler, no, like a puppy having his tail cut off – you name it. To put it short, Ms. Beloch is also a heroine (not the drug).

I cannot express my thankfulness to you for letting this one in a million person continue to work for me. But I know that you, respectful mister immigration man, want to know a detailing outline of her abilities and what exactly makes Ms. Beloch such an essential worker. Below, I compiled a little cute chart with her chores and performance rates:


  • The copy machine - she removes paper jams at a speed never before seen. She usually skips lunch hour just to unjam everybody’s jams. She is also an ambulant manual for the copier. The person initially responsible for the machine threw out the original hard copy because she expects to count on Ms. Beloch forever.
  • Coffee, please! - well, you might be thinking that she actually walks all the way to the cafeteria, brew some, and take to the boss. No. She carries around her waist, at all times, a little computerized portable coffee maker that she invented herself. It’s sensible to the boss’s “coffee please” (hence the name) requests, and it works automatically, also amazingly fast. By the way, the patent to this incredible invention is pending.
  • Contracts - you know, as a sales department, we are always dealing with contracts and a huge amount of paperwork. Ms. Beloch’s routine consists of tearing them apart and distributing copies 1 and 2 around, while saving copies 3 and 4 for filing. You won’t believe this, but Ms. Beloch has a little miniature bouncing ball for each one of us sales people, and attached to it a clip that holds the contracts and paperwork. She throws the balls at each cubicle and here we are, all of our papers sitting there (she’s a 100% shooter), saving all of us both precious time and leg work.
  • Contract keying - she punches contracts on the computer using her finger extensions; even if she’s way far away from the computer and someone (like me) needs something to be keyed right away, for the same day’s log, she activates her fingers and keys them from any distance in a 100 yards radio.
  • Punching holes on the binding device - we work to make sure that every single hole in our office is being punched by Ms. Beloch. I have never seen anybody else in this world who can punch with such a perfection. Sometimes we even call her “the official puncher” because her punch is what makes those holes alive, happy, and asking for a binder.
  • Need to close an envelope without having to God damn lick them? Ms. Beloch has this very useful wax taped on the extremity of her nose. No envelopes have ever been mailed out so properly sealed.
  • Working on the telephone switchboard - everybody in the office voluntarily stopped answering direct calls just for the pleasure of having Ms. Beloch answer and announce them on the pager system. She’s also the only one able to handle a gazillion of calls simultaneously by productively using the echo technique, in which she is a pioneer.
  • TV Scan - she became the only one in history able to deal with that crappy, idiotic, obsolete, boring, annoying software that I never use because I’m neither an idiot nor obsolete.

Well, I guess that’s it, although I can never say enough of Ms. Beloch. All I ask is for your understanding and willingness to let this perfectly functional workaholic heroic human being stay in the United States of America for the sake of WDKY’s well being. She is the essence of the word ESSENTIAL WORKER. If there is one thing I’m afraid I have to say that is negative about her, maybe is her constant refusal to mop around. She won’t do it and I kind of agree with her. But other than that, Mr. Immigration Officer, she will not only do, but do with the brilliance of a diamond that came from a Brazilian mine.


I hope you will grant her the much deserved extension, and if you’re kind enough, a green card that will become God’s gift, just like the green pastures of this blessed land we call Kentucky, USA.

With all my respect,

Tom M
WDKY’s A.E. and one of Ms. Beloch’s boss.


P.S.: You can reach me anytime during business hours in order to discuss about Ms. Beloch and if you’d like to hear many many many more qualities she so extraordinarily possesses.

“God damn,
a paper jam!
Oh! Man,
It’s TV Scan!
Skip lunch
just to punch
Bind you may
or you shall say
“Coffee’s ready!”
Fast and steady
For me to praise
means that she
deserves a raise
She needs to become
an american resident
so that way we can
elect her our president
!”

(caralho que vergonha desse poema risos...)

Vou postando aqui outras bizarrices de minha autoria que "garimpei" de disquetes velhérrimos ontem. Por hoje é só...