14.9.08

Findi de cavalos e cinema

Sábado fiquei em casa assistindo um filme atrás do outro. Nada de falar sobre os filmes em si, segue apenas o poster (porque AMO poster de cinema) e uma ou duas observações sobre cada um deles: - My Mom's New Boyfriend, peguei por causa do elenco, é chato e previsível, mas bonitinho, poderia ser menos arrastado, mas valeu pela presença do Antonio Banderas....ah, se valeu.
- The Secret (Si j'étais toi), apesar do mesmo título, não é aquele livro de auto-ajuda, e sim outro filme, com o David Duchovny (aquele ator do X-Files e Californication que está internado num rehab pra curar vício em sexo) e Olivia Thirlby, ótima. Apesar da história mirabolante, nada convincente, nem mesmo com todo esforço pra suspender minha incredulidade (rs), vi o filme todo, até o final. Sou uma apreciadora de atores e diretores, e quando o filme é um porre, meu foco vira o desempenho deles, e nesse caso adorei a Olivia Thirlby. Já gostei de muitos filmes chatérrimos por causa de uma ou outra atuação. Agora, quando o filme é chato e os atores idem, eject.
- Crimes de Autor (Roman de Gare), do Claude Lelouch. Um suspense despretensioso e muito bom, com direito a reviravolta e surpresas. E mágicas! É com a Fanny Ardant, sempre fabulosa, mesmo já tendo passado dos 60. Não conhecia o ator Dominique Pinon, o protagonista aqui: é um espetáculo. Vou procurar outros filmes com ele para assistir. A trilha sonora também é excelente, músicas do Gilbert Bécaud.
- Rails & Ties, um drama muito bom com o Kevin Bacon (adoro) e Marcia Gay Harden. Aquele filme perfeito pra assistir em casa, se fosse no cinema sairia um pouco decepcionada. Porém, ainda não vi o final, botei o filme no pause, quando faço isso, é porque tem coisas melhores pra fazer na mesma hora, como escrever esse post: >)
E ainda na prateleira, preciso devolver na terça:
- Eros - "A visão do erotismo nos 3 continentes". São 3 filmes num só, de três diretores que estão entre os meus favoritos: Antonioni, Steven Soderbergh e Wong Kar-Wai. Saiu em 2004, só agora soube da existência dele. A conferir.
- Nunca É Tarde Para Amar - peguei sem a menor pretensão de ver um filmaço, mas porque gosto desses filmes românticos e leves made in Hollywood de vez em quando (filmes-pipoca). Gosto mesmo. As vezes quando alugo um filme bem denso, na mesma leva vai um filme-pipoca. É com a Michelle Pfeiffer (não gosto tanto dela) e Paul Rudd, um ator que fez um filme que amei chamado The Truth About Cats & Dogs, depois nunca vi mais nada com ele - pelo menos que lembre agora. A trilha sonora desse The Truth... me marcou muito, por causa de Run Around do Blues Traveler. Lembro que não tirava esse CD do som.
- Encantada - um desenho da Disney que minhas sobrinhas recomendaram. Quando souberam que nunca tinha assistido, quase me obrigaram a alugar. Vou ver com o maior prazer!

É isso, muitos filmes, mas muito tempo para vê-los também :) Hoje não estou com vontade de escrever crítica, por isso esse post acaba aqui. Ah, mas não falei do domingo. Os cavalos foram no domingo. Passei o dia no JCB, vi o reaparecimento de 2 potros, sendo que o último, o Climaco, foi muito bem, depois de ter passado por uma cirurgia de castração, nutaliose, 30 ou 40kg a menos por má reação à cirurgia, perda de massa muscular e quase 9 meses afastado de exercícios, ele voltou LINDO, tirando um bom 2° lugar. Promete para a próxima e essa corrida me deixou feliz hoje. O outro cavalo que reapareceu, também após cirurgia (para curar a hemiplegia) foi o Runner Runner, que também pegou aguerrimento mas ainda falta um pouco mais. Esse foi meu findi de cavalos e filmes, feliz por não ter que dar a menor importância para mais um vexame do Vasco :(

Climaco

Zarkava


Zarkava, a melhor égua do mundo, de propriedade do Aga Khan, vencendo o Prix Vermeille na França, preparatória para o Prix de l'Arc de Triomphe em outubro. Ela entra na reta em último longe e os últimos 300 metros são impressionantes!

12.9.08

Notícias do Futuro pós-apocalipse (ainda LHC)

Priscila,

Hello, I am from approximately two months in the future. On 10/22 at approx 2:34am CET a tachyon field failure in the main resonating ring of the LHC causes a "temporal blowback". Shortly thereafter, the resulting destruction of the strong nuclear force causes the world to vaporize in seconds, while a few of us near the experiment are thrown into a temporal causality loop. While the predestination event (or as we have come to call it "The Big Rewind") hasn't occurred yet to you, for us it is about three years in our past. I came across your site looking to see if there were any other scientists that may have theorized this phenomenon who may be of assistance in preventing it. This brings me to my point, I have repeatedly checked your site for the past five rewinds at 2:34:01 CET and it still says nope, believe me at this point the LHC has most assuredly destroyed the world. I can provide a bank account in Nigeria for the funds to be placed. I am curious to the exact amount however.

John Titor
CERN Specialist

(do site Gist Thub)

Mais sobre o LHC
após seu 1° dia.

11.9.08

Era uma vez um apartamento...

Ontem, no post sobre as 4 coisas, mencionei meu endereço nos EUA, onde morei de 1994 até 1998. 151 South Locust Hill Drive, paralela com Richmond Road. Me deu a maior saudade, fui muito feliz lá: morava ali quando o Luca chegou, bebê, em fevereiro de 1998; foi lá que passei momentos ótimos com amigos, amigos esses que vou rever no final do ano depois de dez anos ausente, com exceção do Clayton, que já vi algumas vezes nesse interim, e que até hoje é o meu melhor amigo, como um irmão. Bom, pra relembrar meu apezinho que eu tanto gostava, da época que ainda era estudante, resolvi escanear e postar algumas fotos. Segue então um passeio pelo meu segundo cantinho só meu (o primeiro, era menor mas tão bom quanto, mas infelizmente não tenho boas fotos). Aaaaaaahhhhh parece que foi ontem! Saudades sem fim dessa época da minha vida, tão feliz, e tão tranquila. É bom relembrar as boas coisas.
A sala. Detalhe para a lareira (uma delícia naquele inverno gelado). Lembro que depois botei um pano lindo no sofá ("throw") quando tirei essa foto ainda não tinha. Outro ângulo. Os posters depois foram emoldurados; perdi todos na volta para o Brasil, esquecidos no avião. Outro ângulo da sala, da mesa de jantar. Naquele cantinho também ficavam alguns livros, o som, e os meus CDs, e a janela com vista para o jardim do condomínio. A salinha de jantar de perto.Mais perto. No detalhe, o poster do que era, na época, a minha pintura favorita do Picasso. Hoje já é outra...Esse é o Clayton, meu best friend de toda a vida, numa visita. Não dá pra ver a cara dele direito. Ele ia muito lá, na verdade estávamos sempre juntos nas horas livres. Eu comprava lanchinho - queijo emmental, azeitona, pão preto, pastinhas de vários sabores, tortillas e um bom vinho tinto. Outras vezes, fazia jantares na minha casa para ele e amigos. Não vejo a hora de ver meu brother depois de tanto tempo...tá chegando! Aí o Clayton de novo, dá pra ver melhor? Essa foto foi tirada aqui no Brasil em 2005, quando ele veio me visitar e passou o carnaval. Ficou hospedado na minha casa no Jardim Botânico. Nunca deixamos de nos falar ou escrever, e já nos encontramos algumas vezes em NY e dessa vez aqui no Rio. No final do ano, esse encontro será em Lexington, vou ficar hospedada na casa dele, vamos dar uma festa de reveillon juntando todo o pessoal das antigas, e no dia 1° vamos para Las Vegas passar 4 dias na esbórnia.A cozinha: lembro que gostava de fazer comida brasileira, ou pelo menos usar produtos brasileiros. Quando ia para o Brasil, voltava com muita comida na mala (não sei como passava na alfândega, hoje minha mala seria apreendida e talvez seria no mínimo acusada de terrorista e tráfico de internacional de farofa, pra americano substância mais perigosa que anthrax, motivo que me levaria a passar o restante da minha vida trancafiada em Guantanamo Bay). Além da farofa, trazia dietil (o original azulzinho), café Pilão, pão-de-queijo, feijão preto, leite Moça - arrasava no brigadeiro e fiz todos os meus amigos experimentar - bombons Sonho de Valsa e, last but not least, mate Leão solúvel, porque sou mais uma carioca que cresceu tomando mate na praia (do latão). Se não me engano tentei trazer até biscoito Globo, mas quando abri a mala vi que tinha se transformado em farelo Globo (por todos os lados) e não repeti a burra experiência. Cozinhava muito, principalmente massas: macarrão com tomate e basílico e vários outros molhos, saladinhas...as vezes arriscava um strogonoff que nunca ficava tão bom. Também saía muito pra jantar fora ou pegar um take-out, já que lá não existia "delivery". Aposto que quem implantou o delivery naquela cidade, ficou rico. Outro ângulo da cozinha. No detalhe, os vinhos californianos que eu mais gostava: Clos du Bois - apesar do nome francês era um autêntico de Napa Valley - e Wildhorse, se não me engano, pinot noir. Foi lá em Lexinton que comecei a gostar de vinhos, por influência das minhas amigas enólogas Mia e Lee. foto do quartinho das máquinas. Não era preciso (quem quer ver uma máquina de lavar?), mas já que tirei essa foto na época, resolvi postar. Do outro lado, tinha uma secadora que estragava (deformava ou encolhia) todas as minhas camisetas. Na real, era mais uma estragadora que secadora. Nessa época, era dureza manter qualquer roupa intacta - Priscila, o que vc prefere, roupa suja ou deformada? Era sempre uma escolha de Sofia. E seria muito favelesco pendurar varal na janela, além de ser proibido. Desde então, a única época da minha vida que tive uma máquina de lavar E DE SECAR, foi nesse apartamento. Hoje vai no varal mesmo. Tem varal na área, tem varal de chão na varanda...e minhas roupas nunca mais deformaram. A minha escrivaninha do quarto, com um computador dos primórdios! Era um Pentium da Packard Bell que já navegava na internet, lentamente, via modem discado, quando ainda não existia Google e o bacana era ser assinante da America Online e o mais incrível da internet era o Webcrawler, o Netscape, o Yahoo e o site do JB Online (só texto). Lembro que, como na época não existia TV Globo Internacional, (que três anos depois viria a implantar no mundo todo, junto com minha equipe na TV Globo), meu barato era acessar a página da Globo News e ouvir o streaming do canal ao vivo. Não dava para assistir nada, só ouvir; desligava a TV e ficava lendo e escutando as notícias do Brasil ao mesmo tempo. Fiz muito isso, acho que, quase todos os dias antes de dormir. Lembro da minha felicidade quando descobri que poderia ter notícias do Brasil em tempo real! Era um milagre! A mesma sensação que eu tinha, de felicidade plena, quando recebia pelos correios meu exemplar super-mega-atrasado da Veja. Esse era o meu lugar favorito da casa: minha cama! Ela tinha um apelido... "nuvem"....por causa do meu edredon de pena de ganso, os lençóis e travesseiros de seda (hoje acharia essa seda toda cafooona). Ainda sentia falta de um abajur cor de carne, cortinas de seda, lençóis azuis e o seu corpo nu. A verdade, é que achava - e ainda acho - que era um quarto bom, bonito e aconchegante...cozy. Eu saía muito, mas nada era melhor do que deitar na nuvem e assistir um filme no vídeo (VHS mesmo) alugado no Blockbuster do outro lado da rua ou, quando queria ver um filme não considerado "mainstream", alugado no Movie Warehouse perto da faculdade. Até hoje minha cama é uma nuvem, mas de várias cores...sempre procurei decorar meu quarto nesse mesmo clima sans seda. Mais "nuvem". Os posters de cinema denuncia minha admiração pela Marlene Dietrich e minha profunda identificação com Dr.Jeckyll e Mr.Hyde, que perdura até os dias de hoje.O banheiro. O poster atrás, obstruído pela toalha azul, é o "nude man" do grafiteiro pop-art Keith Haring.E, para finalizar, o companheiro que entrou na minha vida bem nessa época: E um pouco mais crescido, o companheiro me esperando chegar do trabalho. (ele tomou posse do sofá listrado).

infinitas

 
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10.9.08

Lista das quatro coisas.

Quatro empregos que já tive:
- executiva de contas de uma estação de rádio em Lexington, Kentucky
- assessora esportiva do COB e 7 anos depois gerente do revezamento da tocha panamericana! rs
- relação com afiliadas da TV Globo Internacional
- coordenadora de novos negócios na Som Livre

Quatro filmes que assisto sempre que passam: (na tv)


- O Paciente Inglês
- Pretty Woman
- Rocky (I, II, III ou IV)
- Steel Magnolias (are you high, Claire? Are you high???)

Quatro lugares que já morei:

- Rua Paul Redfern, Ipanema
- Epitácio Pessoa, Lagoa
- Av. Lucio Costa, Barra
- The Village @ South Locust Hill, Lexington - o Luca já nadou muito nesse lago da foto.



Quatro programas que gosto vejo na TV:


- A Favorita
- Oprah
- Irritando Fernanda Young
- Actor's Studio

Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:
- Bruno
- Clayton
- Fafá
- Dé

Quatro coisas que você faz todos os dias:
- Abro meus emails.
- Escrevo.
- Como mamão
- Passeio o meu cachorro.

Comidas que gosto:
- o rosbife com batata rostie da minha mãe
- a massa folheada da minha mãe
- o risoto de frutos do mar da minha mãe
- o steak au poivre com batata frita e vinho francês no Tout Va Bien em Nova York

Quatro lugares que gostaria de estar (agora):
- Las Vegas - County Tipperary (Irlanda)
- Keeneland (September sales)
- um chateau na Provence

Quarta à tarde no Leblon...

Esse post é rápido, só pra dar uma dica gostosa: depois de passar na papelaria, no Leblon, fui almoçar no Talho Capixaba, ali na Ataulfo de Paiva. Gastei menos de 10 reais e tomei um capuccino grande delicioso, comi um pão francês torrado com manteiga e ovo mexido...e ainda bebi uma garrafinha de água com gás. Bom demais. Agora quero voltar lá para tomar o famoso café da manhã na calçada - quem sabe nesse findi.

Aproveito pra fazer uma propaganda: aqui está o site desse açougue-doceria-deli-chiquérrima, olha que site estiloso, até a música de fundo é boa.

E aqui os telefones do delivery: 2512-8760 e 2259-5895.

Fui.
 
Resolvi voltar ao meu hobby predileto...porque tem um ser que anda me inspirando muito, e de alguma maneira preciso extravazar. Só assim posso tentar transformar o impossível em alguma coisa palpável.
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O Buraco Negro é mais fundo

Hoje é o dia de apertar o botão "ON" do Large Hadron Collider (LHC).

Os cientistas do CERN (Organização Européia para a Investigação Nuclear) construíram o LHC por aprox. 10 bilhões de dólares para reproduzir as condições da criação do universo, ou melhor, quando o universo tinha menos de um trilhão de segundo de vida. Está muito bem explicado aqui nesse quadrinho (em inglês). Enquanto Stephen Hawking aposta (100 dólares) que o LHC vai falhar, outros temem que o mundo acabe - os cientistas estão até recebendo ameaças de morte! Porém, de acordo com uma nota oficial veiculada pela comissão de segurança do próprio LHC, "o mundo não deverá acabar - você tem mais chances de evaporar repentinamente enquanto estiver se barbeando". Bom saber.

O site mais informativo sobre o LHC tá aqui: BBC Horizon

Se o mundo não acabar, todos podem assistir o fim do mundo o LHC em ação, ao vivo, amanhã, 10 de setembro, GMT+2.

7.9.08

Do Feelings Have Taste?


artista: Archan Nair

Estados de Alma


Tô viciada nesse sambinha da Marisa Monte.
AAAAhhhhhhhhhhh adoro!!!!

Estados de alma

Procuro nas coisas vagas
Ciência!
Eu movo dezenas de músculos
Para sorrir...
Nos poros a contrair
Nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar
Da outra margem do mar...
Procuro na paisagem
Cadência!
Os átomos coreografam
A grama do chão...
Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você
E a alma aproveita prá ser
A matéria e viver...
Procuro nas coisas vagas
Ciência!
Eu movo dezenas de músculos
Para sorrir...
Nos poros a contrair
Nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar
Da outra margem do mar...
Procuro na paisagem
Cadência!
Os átomos coreografam
A grama do chão...
Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver
Que a alma aproveita prá
Viver!
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver...
"Alma e matéria"
Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes


rsrsrsrsrs :))

A Diferença do Amor

6.9.08

Luca


em casa, dias antes do diagnóstico de diabetes.

Do Dogs Go To Heaven?

31.8.08

Christopher Ciccone - A Vingança

Bom, nesse meio tempo acabei lendo "Life With My Sister Madonna" ao invés de alguns que listei aqui anteriormente e além de outros. O que eu achei? Quer saber mesmo? Esse Christopher Ciccone aproveitou a fama da Madonna pra passar a vida se divertindo entre as celebridades, virou um viciado em cocaína e nunca tentou vencer na vida sozinho a não ser colado na sombra da irmã. Nada que ele fala no livro me impressionou ou mudou minha impressão da Madonna, e sim a minha impressão em relação a ele. A irmã, com certeza, deve ter livrado esse menino de dívidas várias vezes, deve ter se preocupado com o vício dele em drogas e por isso insistido em pagar pelo seu rehab, entre outras chances que deu até o dia que cansou. E ele ficou ressentido porque a irmã cansou de ajudá-lo, e resolveu se vingar para $$e dar bem. Tenho certeza que ele achou que não estava fazendo tanto mal. Fala mal da Madonna o tempo inteiro, mas sempre elogiando ao mesmo tempo (!). Morde e assopra. Um cínico. Apesar de ter adorado a leitura - principalmente as cartas e emails do Christopher para a Madonna - fiquei com a sensação que escrever esse livro (ou ditar para o ghost writer) foi apenas mais uma das saídas que Christopher encontrou para pagar algumas dívidas, ou seja, ganhar um dinheiro fácil e nada mais. Podes crer que ele já deve estar arrependido. E merece. Achou que se livraria do estigma de ser apenas irmão-da-Madonna-porém-designer-pintor-talentoso escrevendo esse livro? Que otáriooooooooooooo! Será pra sempre lembrado apenas por esse livro. Assim é o mundo, brother.
DVD Man

Essa noite tive um sonho surreal. Que eu alugava filmes no DVD clube - que entrega a domicílio - e o entregador teria que assistir os filmes comigo.
Lembro como se fosse realidade:
- Moço, tem certeza que você quer ficar aqui enquanto eu vejo esse filme? Não tem como você ir embora, não?
- Não, freguesa. Sou guardião dos filmes. Sem eles não posso voltar pra loja.
- Então dá pra você sair da minha cama?
- Mas aonde eu vou deitar? Tenho que assistir os filmes com você, cliente.
- Senta no baú em frente à minha cama, moço. (o dvd man deita no baú de ladinho). Ah moço, tem certeza, nem se eu te pagar com um cheque nominal, adiantado, mais 30% de gorjeta, não dá pra você deixar os filmes comigo, não?
- Dá não, cliente. Sem os filmes não volto pra loja.
- Ah moço, o cheque é uma garantia que eu vou pagar e você sabe aonde moro. Não tem necessidade da sua presença enquanto assisto os filmes.
- Orra cliente, eu venho com os filmes. Não tem jeito não. Ou eu e os filmes ou nada.
Passei o resto do sonho assistindo três filmes de DVD com o sujeito deitado no meu baú. Era uma versão picante de Sex In The City. Eu deitada na cama, o DVD Man esprimidinho, de ladinho, deitado em cima de um baú de meio metro, tomando conta dos filmes.

21.8.08

The Books Are On The Table, P.


Mais uma leva de livros que me aguardam com uma certa urgência (e cobrança), após algumas visitas às livrarias da Travessa, Argumento e Ponte de Tábuas (esta última deliciosamente perto da minha casa). Alguns já li trechos, mas ainda não terminei nenhum; são para ler de uma só vez, uns aos poucos ou às vezes, e outros só para folhear em certas ocasiões...
São eles:

1-Sonetos de Shakespeare, tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos. Formato brochura. Editora Hedra.

Gostei desse livro porque traz cada soneto em página dupla: à esquerda o soneto no original em inglês, à direita, sua respectiva (e excelente) versão em português. Mas o melhor dessa edição são as notas de rodapé: comentários diversos que ajudam a entender o significado do todo ou de certas palavras soltas, sobretudo àquelas que o tradutor precisou adaptar para o português e que diferem do sentido puro do inglês ou intencionado por W.S., ou por não existir tal palavra em português - - e ainda, para manter a métrica do soneto. Essa métrica, trocando em miúdos, é o mesmo número de sílabas poéticas nos seus 14 versos (que no caso de W.S. possuem 3 quartetos e 1 dístico). Conseguir traduzir Shakespeare com qualidade já é uma tarefa árdua e para pouquíssimos - e aqui, está incrivelmente belo e maestral, um grande trabalho de Péricles Eugenio da Silva Ramos (1919-1992, poeta, ensaísta, crítico literário, professor, tradutor, além de Shakespeare verteu para o português versos de Mallarmé, François Villon, Safo, entre outros). Abaixo, reproduzo do livro um dos meus favoritos e sua respectiva tradução:

Soneto CXVI

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments; love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O, no, it is an ever-fixed mark,
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown, although his heighth be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.

Impedimentos não admito para a união
De corações fiéis; amor não é amor
Quando se altera se percebe alteração
Ou cede em ir-se, quando é infiel o outro amador.
Oh! não, ele é um farol imóvel tempo em fora,
Que a tempestade olha e nem sequer trepida;
É a estrela para as naus, cujo poder se ignora,
Malgrado seja a altura conhecida.
O amor não é joguete em mãos do tempo, embora
Face e lábios de rosa a curva foice abata;
Não muda em dias, não termina em uma hora,
Porém até o final das eras se dilata.
Se isso for erro e o meu engano for provado,
Jamais terei escrito e alguém terá amado.

Obs: segundo TW Baldwin, trata-se de uma "soberba expressão de elevado amor". Tucker Brooke sobre o soneto 116: "W.S. usou 110 palavras das mais simples em inglês, e esquemas também simples de rima, para produzir um soneto que tem em si a strangeness of perfection.

2-101 Coisas A Fazer Antes de Morrer, de Richard Horne, tradução de Fernanda Abreu (não é a cantora), formato brochura, Editora Intrínseca.

Esse livro apenas despertou minha curiosidade. Primeiro, porque adoro listas. 101 itens então, eis uma lista longa, tem que render. Segundo, porque o design é bonitinho: cheio de ilustrações bacanas e coloridas. E por último, porque é lúdico: não é só pra ler, é preciso lápis, tesoura, marcador e outras coisinhas mais que usei da última vez, em conjunto, quando estava no C.A. Vários espacinhos para desenhar e até podemos escrever nosso nome na capa! Como fazia no meu caderninho do Snoopy.

E uma lista que inclui ordenar uma vaca; participar de um ménage à trois; ser barrado de um bar; ser preso; e fazer sexo num avião, entre outras 96, realmente não dá pra mim! Sua tosqueira é que o torna imprescindível na minha lista dos livros que tenho que ler antes de morrer.

3- To My Dearest Friends, de Patricia Volk, formato paperback, Editora Vintage (EUA)
A verdade precisa ser dita: comprei esse livro sob efeito etílico adquirido num jantar no Manekineko, restaurante que fica em frente à Argumento. Sempre vou na Argumento depois do Manekineko e esse não foi o primeiro livro que comprei neurologicamente alterada. Estava na seção (excelente) de livros em inglês, e entre os muitos, gostei desse por causa da foto da capa (uma caneca alva e límpida de cappuccino) e uma descrição, na contra-capa, extraída da revista "O." da Oprah Winfrey, exatamente assim: "Deliciously mischevious...This deceptively light book has a lot to say about the complexity of friendship, the use and abuse of secrets, and the restorative power of love." Saltaram aos meus ébrios olhos as palavras "deliciously...mischevious...deceptively...complexity...use and abuse...secrets...love". Hummmm....na hora pensei que estava à frente de um clássico. O que mais poderia esperar de um livro sobre café tão rico em adjetivos e advérbios? No dia seguinte, lendo o resumo na orelha, vi que o livro era sobre a amizade de duas senhoras, Alice e Nanny (isso mesmo, Nanny), que descobre sobre o caso de amor secreto de uma falecida amiga. E que o capuccino da capa é só sugestivo, um truque subliminar para manter o leitor atento. Bom, quero me surpreender.

4- Ethics, de Benedict (ou Baruch) Spinoza, formato paperback, editora Wordsworth Classics of World Literature. Antes de falar sobre o livro, tenho que falar dessa coleção da Wordsworth Classics: ela está quase toda a venda na Travessa, pelo menos na loja do Shopping Leblon, cada volume de 7 a 19 reais. Isso não é um erro de digitação, o preço é baixo mesmo. Ou seja, muito mais barato do que livro nacional e de excelente qualidade. Esse é o primeiro de uma série que vou ter, porque me deu vontade de colecionar. Na página da Travessa dá pra ver os exemplares disponíveis. Bom, esse livro é a essência da filosofia do racionalismo cartesianista de Spinoza, sua obra-prima. É um depoimento sobre matéria, espírito, Deus, a origem do pensamento, o poder do intelecto. Sua ética diz que a razão, pura e simplesmente, é o que sustenta a nossa existência, e para provar seu ponto, desmistifica o universo contudentemente. Já falei dele nesse blog antes, num post anos atrás, assim que o descobri. A terceira parte do livro é a melhor: "On The Origin and Nature of the Affects" e suas 59 proposições, para citar apenas duas:

Proposition 44: Hatred which is altogether overcome by love passes into love, and the love is therefore greater than if hatred had not preceded it.

Proposition 55: When the mind imagines its own weakness it necessarily sorrows.

5-O Que Os Homens Querem e As Mulheres Precisam Saber de Steve Santagati, editora Rocco. Não tenho muito a dizer sobre esse livro a não ser que foi escrito por um modelo muito gato que se auto intitula um pegador e que fala por experiência própria e o tema combina com minha atual pretensão de conhecer melhor o universo erótico masculino e também por causa da primeira frase da orelha ele é descolado divertido bom de cama e tem um sorriso irresistível e se não dá pra ser real pelo menos através da leitura quero descobrir...o que ainda há pra descobrir e ponto.

PS: na contra-capa apenas uma frase: "sabe aquele homem maravilhoso que deixa qualquer mulher de queixo caído? Leia este livro e ele vai ficar de quatro por você..."

Ha ha ha. Espero me divertir. Tomara que o modelo manequim que está lançando seu primeiro cd com músicas de amor em inglês também seja um bom escritor.

a continuar...falarei dos outros livros amanhã.

futuros posts (de 22 a 30 de agosto): sobre bonobos; vida em hipertexto; meu curso no POP - Pólo de Pensamento Contemporâneo; dois sonhos (ou pesadelos); sobre um site bárbaro de pesquisas da BBC; e qualquer outro que der na telha.

17.8.08

Stay Hungry. Stay Foolish

É Impressionante.


Tá todo mundo falando de Michael Phelps, um monstro da natação, mas estou mesmo impressionada com ela: Dara Torres, 41 anos, 5 olimpíadas (1984, 1988, 1992, 2000 e 2008), 12 medalhas (4 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze). Uma CRAQUE em todos os sentidos. E um dos principais motivos para varar a noite assistindo os jogos na TV.

Dara já revelou o segredo de sua longevidade esportiva.

16.8.08



fala, Kerouac:

"Que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem até você ver o espectro delas se dissolvendo? — é o vasto mundo nos engolindo, é o adeus. Mas nos jogamos em frente, rumo à próxima aventura louca sob o céu."