Já tem mais de 16 mil membros uma comunidade do Orkut chamada "Eu tenho medo do Mesmo". A plaquinha que ilustra a página explica do que se trata: "Antes de entrar no elevador verifique se o Mesmo encontra-se parado neste andar."
(post **útil** da Vivianne. Tomara que o Mesmo não esteja lendo)
17.6.05
16.6.05
Eu Sei, Mas Não Devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti in "Eu sei, mas não devia" - Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1996)
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti in "Eu sei, mas não devia" - Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1996)
Fashion & Films
Ontem fui pela primeira vez ao Fashion Rio - - maior evento de moda da cidade, lá no MAM. Fui assistir ao desfile da TNG. Adorei a ferveção da galera da moda nos corredores - via-se de tudo: gente descolada, gente cafona, gente famosa, cachorras com calça da Gang, bicões pedindo ingresso pra desfile, modelos lindíssimas e outras não tanto...uma babel de estilos, alguns muuuito duvidosos e outros muito interessantes.
O desfile da TNG, que contou com Naomi Campbell como a "estrela", foi simples e básico. A impressão que deu, é que o cachê da Naomi foi alto demais e não sobrou grana pra maiores produções. Na passarela, apenas a logomarca da grife e o som do DJ Zé Pedro, que apesar de bom na seleção de músicas (flashbacks) , estava alto demais a ponto de incomodar. Ouvi várias reclamações e nós saímos "surdas" dali. Também reparei que a Naomi foi a única que sorriu durante o desfile - as outras modelos - principalmente as mulheres - estavam cabisbaixas e com expressão de tristeza, o que pra mim, tira um pouco o "charme" do conjunto....mas aí a Betty (Lago, que entende tuuudo de moda) me disse que era assim mesmo, que exceção é modelo sorrindo durante desfile, que o objetivo é chamar atenção apenas pra roupa.... ok então. 15 minutos depois it was all over. Gostei de ter ido, o próximo é sábado, desfile da Lenny...
Depois do MAM, fomos jantar no restaurante novo da Graça Tanaka - uma delícia, na Pacheco Leão mesmo, ao lado do Miss Tanaka. A decoração é toda kitch, as paredes são colagens de figuras de santos e de flores, balagandãs espalhados por todo lado e um balcão de boteco. Queria até fazer a minha festa de aniversário lá, mas não abrem na segunda (saaaaco).
Em casa, habitual insônia, aproveitei pra assistir Riding Giants e o início de Redentor...uma noite que só terminou por volta das 4:30 da madrugada. Vou postar amanhã - depois de acabar de ver Redentor - uma resenha sobre cada um. Adianto que Riding Giants é o máaaaaaaaaaaaaximo e me deixou completamente ligada - não deu pra pegar no sono!
As fotos também coloco mais tarde, não dá pra fazer upload do trabalho, the fucking firewall não me deixa instalar o Hello aqui.
Ah, adorei isso (nada a ver com tema, mas...)
"Be yourself. Especially, do not feign affection. Neither be cynical about love; for in the face of all aridity and disenchantment, it is perennial as the grass.Take kindly the counsel of the years, gracefully surrendering the things of youth. Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune. But do not distress yourself with imagings. Many fears are born of fatigue and loneliness; Beyond a wholesome discipline, be gentle with yourself." (trecho de Desiderata, encontrado na Old Saint Paul's Church em 1692).
O desfile da TNG, que contou com Naomi Campbell como a "estrela", foi simples e básico. A impressão que deu, é que o cachê da Naomi foi alto demais e não sobrou grana pra maiores produções. Na passarela, apenas a logomarca da grife e o som do DJ Zé Pedro, que apesar de bom na seleção de músicas (flashbacks) , estava alto demais a ponto de incomodar. Ouvi várias reclamações e nós saímos "surdas" dali. Também reparei que a Naomi foi a única que sorriu durante o desfile - as outras modelos - principalmente as mulheres - estavam cabisbaixas e com expressão de tristeza, o que pra mim, tira um pouco o "charme" do conjunto....mas aí a Betty (Lago, que entende tuuudo de moda) me disse que era assim mesmo, que exceção é modelo sorrindo durante desfile, que o objetivo é chamar atenção apenas pra roupa.... ok então. 15 minutos depois it was all over. Gostei de ter ido, o próximo é sábado, desfile da Lenny...
Depois do MAM, fomos jantar no restaurante novo da Graça Tanaka - uma delícia, na Pacheco Leão mesmo, ao lado do Miss Tanaka. A decoração é toda kitch, as paredes são colagens de figuras de santos e de flores, balagandãs espalhados por todo lado e um balcão de boteco. Queria até fazer a minha festa de aniversário lá, mas não abrem na segunda (saaaaco).
Em casa, habitual insônia, aproveitei pra assistir Riding Giants e o início de Redentor...uma noite que só terminou por volta das 4:30 da madrugada. Vou postar amanhã - depois de acabar de ver Redentor - uma resenha sobre cada um. Adianto que Riding Giants é o máaaaaaaaaaaaaximo e me deixou completamente ligada - não deu pra pegar no sono!
As fotos também coloco mais tarde, não dá pra fazer upload do trabalho, the fucking firewall não me deixa instalar o Hello aqui.
Ah, adorei isso (nada a ver com tema, mas...)
"Be yourself. Especially, do not feign affection. Neither be cynical about love; for in the face of all aridity and disenchantment, it is perennial as the grass.Take kindly the counsel of the years, gracefully surrendering the things of youth. Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune. But do not distress yourself with imagings. Many fears are born of fatigue and loneliness; Beyond a wholesome discipline, be gentle with yourself." (trecho de Desiderata, encontrado na Old Saint Paul's Church em 1692).
15.6.05
E os espinhos que só causam dor...
Depois de uns dias reclusa, ontem finalmente dei as caras pra vida. Daniel conseguiu me tirar de casa e tive uma noite ótima. Jantei no meu restaurante favorito, passeamos, conversamos horas a fio. Papo agradável, inteligente, desafiante, bem-humorado. Esse é o cara...
Alto-astral era tudo que precisava, é tudo que preciso. Parece que recuperei a minha energia - aquela mais pura, sem nuvens negras - e tô bem melhor. Respirando, feliz, finalmente.
"Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu...dos cegos do castelo me despeço e vou...".
Fui!
Alto-astral era tudo que precisava, é tudo que preciso. Parece que recuperei a minha energia - aquela mais pura, sem nuvens negras - e tô bem melhor. Respirando, feliz, finalmente.
"Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu...dos cegos do castelo me despeço e vou...".
Fui!
14.6.05
13.6.05
Hearts and Thoughts They Fade...Fade Away
("minha voz
não chega aos teus ouvidos
meu silêncio
não toca teus sentidos
sinto muito
mas isso é tudo que sinto"
Alice Ruiz)
não chega aos teus ouvidos
meu silêncio
não toca teus sentidos
sinto muito
mas isso é tudo que sinto"
Alice Ruiz)
Experiência Maior
Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros era eu.
(C.L.)
(C.L.)
É Preciso Não Esquecer Nada
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome,
o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.
Cecília Meirelles
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome,
o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.
Cecília Meirelles
12.6.05
Final de Semana Perfeito...
Saí do Rio sexta a tarde pra encontrar com meus pais e meus irmãos numa pousada em Búzios - comemoração dos aniversários de casamento dos meus pais (35 anos) e do meu pai que fez 58 dia 9. Sexta fomos jantar no Bar do Zé, sábado ficamos na praia até as 3, fomos expulsos pelo vento frio. Fui depois com meu pai e meus irmãos na Praia da Tartaruga almoçar, beber, jogar conversa fora, dormi um pouco e depois encontrei Patricia e mamãe na rua das Pedras... a noite todo mundo foi,de novo, jantar no Bar do Zé. Domingo acordei e voltei p/ o Rio pra aproveitar o dia aqui.
Falando em Bar do Zé - que comida é aquela????????? Eu comi na sexta um risoto de frutos do mar que é algo do além. O melhor de toda a minha vida. E no sábado um steak au poivre divino, suuuuper forte, do jeito que eu gosto. Virei fã de carteirinha daquele lugar...
Agora, que frio é esse em Búzios hein? Mais frio que Araras, penei naquele quarto frio da pousada (que era ótima, mas porra, que friaca...)
Essas foram algumas fotos que tirei com minha família.
Falando em Bar do Zé - que comida é aquela????????? Eu comi na sexta um risoto de frutos do mar que é algo do além. O melhor de toda a minha vida. E no sábado um steak au poivre divino, suuuuper forte, do jeito que eu gosto. Virei fã de carteirinha daquele lugar...
Agora, que frio é esse em Búzios hein? Mais frio que Araras, penei naquele quarto frio da pousada (que era ótima, mas porra, que friaca...)
Essas foram algumas fotos que tirei com minha família.
9.6.05
Minha Trilha do Dia
Trem das cores (Caetano Veloso)
a franja na encosta
cor de laranja
capim rosa chá
o mel desses olhos luz
mel de cor ímpar
o ouro ainda não bem verde da serra
a prata do trem
a lua e a estrela
anel de turquesa
os átomos todos dançam
madruga reluz neblina
crianças cor de romã
entram no vagão
o oliva da nuvem chumbo
ficando pra trás da manhã
e a seda azul do papel
que envolve a maçã
as casas tão verde e rosa
que vão passando ao nos ver passar
os dois lados da janela
e aquela num tom de azul
quase inexistente, azul que não há
azul que é pura memória de algum lugar
teu cabelo preto
explícito objeto
castanhos lábios
sou pra ser exato
lábios cor de açaí
e aqui, trem das cores
sábios projetos: tocar na central
e o céu de um azul celeste celestial
(amooooo!!!!!!!!!!!!)
a franja na encosta
cor de laranja
capim rosa chá
o mel desses olhos luz
mel de cor ímpar
o ouro ainda não bem verde da serra
a prata do trem
a lua e a estrela
anel de turquesa
os átomos todos dançam
madruga reluz neblina
crianças cor de romã
entram no vagão
o oliva da nuvem chumbo
ficando pra trás da manhã
e a seda azul do papel
que envolve a maçã
as casas tão verde e rosa
que vão passando ao nos ver passar
os dois lados da janela
e aquela num tom de azul
quase inexistente, azul que não há
azul que é pura memória de algum lugar
teu cabelo preto
explícito objeto
castanhos lábios
sou pra ser exato
lábios cor de açaí
e aqui, trem das cores
sábios projetos: tocar na central
e o céu de um azul celeste celestial
(amooooo!!!!!!!!!!!!)
Hysteron Proteron
(HIS-tuh-ron PROT-uh-ron) noun
1. A figure of speech in which the natural or rational order of its terms is reversed, as in bred and born instead of born and bred.
2. The logical fallacy of assuming as true and using as a premise - a proposition that is yet to be proved.
[Late Latin, from Greek husteron proteron, latter first : husteron, neutersing. of husteros, latter, later + proteron, neuter sing. of proteros,former.]
"Intriguingly linked with this imprecision is the hysteron proteron of line 6, whose uncertain sequence of bearing arms, and then learning their use opens more space between the two acts than it closes." Bruce Danner, Courteous virtu in Spenser's Book 6 of 'The Faerie Queene.' Studies in English Literature, Winter 1998.
1. A figure of speech in which the natural or rational order of its terms is reversed, as in bred and born instead of born and bred.
2. The logical fallacy of assuming as true and using as a premise - a proposition that is yet to be proved.
[Late Latin, from Greek husteron proteron, latter first : husteron, neutersing. of husteros, latter, later + proteron, neuter sing. of proteros,former.]
"Intriguingly linked with this imprecision is the hysteron proteron of line 6, whose uncertain sequence of bearing arms, and then learning their use opens more space between the two acts than it closes." Bruce Danner, Courteous virtu in Spenser's Book 6 of 'The Faerie Queene.' Studies in English Literature, Winter 1998.
Sempre Bom Lembrar Dessa...
"God, grant me the Serenity to accept the things I cannot change
Courage to change the things I can
and the Wisdom to know the difference."
Courage to change the things I can
and the Wisdom to know the difference."
Japa
Meu nome em japonês: R I K O
莉子
Por Japanese Name Generator
http://rumandmonkey.com/widgets/toys/namegen/969/
莉子
Por Japanese Name Generator
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Jogo do Currículo - Parte 1
O jogo dos blogueiros...eis o meu:
HÁ 10 ANOS
1. Eu morava nos EUA e fazia faculdade de Telecomunicações.
2. Estagiava na emissora de TV estatal PBS.
3. Foi o ano em que conheci a internet nos computadores NeXt
4. Usava cabelo curto estilo joãozinho.
5. Terminei o namoro com um cara que hoje é um ator famoso em Hollywood (por causa da distância).
6. Era louca pelo Bax, meu pastor alemão que eu criei, e chorava de saudades dele.
7. Fazia teatro na faculdade e encenei três peças...
8. Corria 5km por dia na pista de atletismo da faculdade.
HÁ 5 ANOS.
1. Morava numa casa no início da Barra com os meus pais.
2. O Luca, meu labrador, tinha 2 anos.
3. Trabalhava na TV Globo há 1 ano montando o canal internacional, que foi lançado em agosto.
4. Fiz três viagens maravilhosas para Nova York, todas sozinha.
5. Conheci C., com quem namorei por 2 anos.
6. Escrevi três roteiros que ainda estão guardados.
7. Fui chamada para participar de um reality-show (o primeiro) mas não aceitei.
SETE COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. minha família
2. o meu cão Luca
3. música
4. filmes
5. amor
6. amigos
7. sexo
CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM MIL DÓLARES
1. roupas
2. CDs.
3. livros.
4. uma passagem para Amsterdam (será que dá?)
5. uma mini-adega
CINCO MAUS HÁBITOS
1. Mau-humor assim que eu acordo (depois de 15 min passa...)
2. Roer as unhas.
3. Sou uma consumista compulsiva (gasto muito dinheiro)
4. Ficar horas na internet quando deveria estar lendo.
5. Muita preguiça de interagir com pessoas quando tô com bode.
CINCO PROGRAMAS DE TV
1. Ellen
2. L Word
3. Oprah
4. Seinfeld
5. Os Protetores
TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. barata (qualquer tamanho)
2. viajar de avião velho
3. ficar sem dinheiro
TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. jeans
2. camisa vermelha de manga comprida.
3. bota preta
QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS (do momento)
1. Coldplay
2. Jack Johnson
3. Ben Folds
4. Hoobastank
TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. O novo CD do Coldplay
2. o cafezinho da dona Eugênia
3. que não chova até domingo...
HÁ 10 ANOS
1. Eu morava nos EUA e fazia faculdade de Telecomunicações.
2. Estagiava na emissora de TV estatal PBS.
3. Foi o ano em que conheci a internet nos computadores NeXt
4. Usava cabelo curto estilo joãozinho.
5. Terminei o namoro com um cara que hoje é um ator famoso em Hollywood (por causa da distância).
6. Era louca pelo Bax, meu pastor alemão que eu criei, e chorava de saudades dele.
7. Fazia teatro na faculdade e encenei três peças...
8. Corria 5km por dia na pista de atletismo da faculdade.
HÁ 5 ANOS.
1. Morava numa casa no início da Barra com os meus pais.
2. O Luca, meu labrador, tinha 2 anos.
3. Trabalhava na TV Globo há 1 ano montando o canal internacional, que foi lançado em agosto.
4. Fiz três viagens maravilhosas para Nova York, todas sozinha.
5. Conheci C., com quem namorei por 2 anos.
6. Escrevi três roteiros que ainda estão guardados.
7. Fui chamada para participar de um reality-show (o primeiro) mas não aceitei.
SETE COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. minha família
2. o meu cão Luca
3. música
4. filmes
5. amor
6. amigos
7. sexo
CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM MIL DÓLARES
1. roupas
2. CDs.
3. livros.
4. uma passagem para Amsterdam (será que dá?)
5. uma mini-adega
CINCO MAUS HÁBITOS
1. Mau-humor assim que eu acordo (depois de 15 min passa...)
2. Roer as unhas.
3. Sou uma consumista compulsiva (gasto muito dinheiro)
4. Ficar horas na internet quando deveria estar lendo.
5. Muita preguiça de interagir com pessoas quando tô com bode.
CINCO PROGRAMAS DE TV
1. Ellen
2. L Word
3. Oprah
4. Seinfeld
5. Os Protetores
TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. barata (qualquer tamanho)
2. viajar de avião velho
3. ficar sem dinheiro
TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. jeans
2. camisa vermelha de manga comprida.
3. bota preta
QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS (do momento)
1. Coldplay
2. Jack Johnson
3. Ben Folds
4. Hoobastank
TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. O novo CD do Coldplay
2. o cafezinho da dona Eugênia
3. que não chova até domingo...
3.6.05
2.6.05
Inconstância dos Bens do Mundo
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constancia,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
(Gregório de Matos)
Fim de tarde/início de noite poética pra acalmar o dia atribulado, barulhento...
Até sexta, só calmaria.
Fui!
PS: MaryLee, manda as fotos, vai?
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constancia,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
(Gregório de Matos)
Fim de tarde/início de noite poética pra acalmar o dia atribulado, barulhento...
Até sexta, só calmaria.
Fui!
PS: MaryLee, manda as fotos, vai?
Arte Moderna é Arte de Sonho
Adorei isso.
Por Fernando Pessoa
Quem quisesse resumir numa palavra a característica principal da arte moderna encontrá-la-ia, perfeitamente, na palavra sonho. A arte moderna é arte de sonho.
Modernamente deu-se a diferenciação entre o pensamento e a acção, entre a ideia do esforço e o ideal, e o próprio esforço e a realização. Na Idade Média e na Renascença, um sonhador, como o Infante D. Henrique, punha o seu sonho em prática. Bastava que com intensidade o sonhasse. O mundo humano era pequeno e simples. Era-o todo o mundo até à época moderna.
Não havia a complexidade de poder a que chamamos a democracia, não havia a intensidade de vida que devemos àquilo a que chamamos o industrialismo, nem havia a dispersão da vida, o alargamento da realidade que as descobertas deram e resulta no imperialismo.
Hoje o mundo exterior é desta complexidade tripla e horrorosa. Logo no limiar do sonho surge o inevitável pensamento da impossibilidade. ( a Própria ignorância medieval era uma força de sonho). Hoje tudo tem o como e o porquê científico e exacto. Explorar a África seria aventureiro, mas não é já tenebroso e estranho, procurar o Pólo seria arriscado, mas já não é. O Mistério morreu na vida: quem vai explorar a África ou o Pólo não leva em si o pavor do que virá a encontrar, porque sabe que só encontrará coisas cientificamente conhecidas ou cientificamente cognoscíveis.
Já não há ousadia: basta a coragem física de um bom pugilista (?). Por isso as mais loucas tentativas de idealização dos nossos aviadores e exploradores não logram ser não ridículas, tão de estatura de alma mediana estas são. É que são homens de ciência, homens de prática. E os grandes homens antigos eram homens de sonho.
Os homens diminuem. Gradualmente, cada vez mais, governar é administrar, guiar. Desde que a arte moderna se tornara a arte pessoal, lógico era que o seu desenvolvimento fosse para interiorização cada vez maior - para o sonho crescente, cada vez mais para o sonho.
O poeta do sonho é um melódico, um acorrentado na música dos seus versos, como Ariel estava preso na curva de Sicorax ( The Tempest de Shakespeare ). A música é essencialmente a arte do sonho: e o desenvolvimento da música, moderno todo, no que valioso e grande, é a composição suprema de quanto aqui teorizamos.
O poeta sonhador, porque sonhador, é até certo ponto músico. E para comunicar o seu sonho precisa de se valer das coisas que comunicam o sonho. A música é uma delas. O poeta de sonho é geralmente visual, um visual estético. O sonho é da vista geralmente. Pouco sabe auditivamente, tactilmente. E o "quadro", a "paisagem" é de sonho, na sua essência, porque é estática, negadora do continuamente dinâmico que é o mundo exterior.
Quanto mais rápida e turva é a vida moderna, mais lento, quieto e claro é o sonho.
(...)
Havia 3 caminhos a seguir ante este novo estado civilizacional:
1) Entregar-se ao mundo exterior, deixar-se absorver por ele, tomando dele a vida oca e ruidosa, o esforço sumamente esforço, a Natureza simplesmente Natureza - e este caminho seguiram Whitman, Nietzsche, Verhaeren, e entre nós, a corrente que incluiu Nunes Claro, Sílvio Rebelo e João de Barros.
2) Pôr-se ao lado, à parte dessa corrente, num sonho todo individual, todo isolado, reagindo inertemente e passivamente contra a vida moderna, quer pela ânsia medieval, quer pela fuga para o longe no espaço, quer para o estranho e o invulgar na vida - o Longe na vida afinal. Foi o caminho que seguiram Edgar Poe, Baudelaire ( fugindo para o estranho ), Rossetti, Verlaine ( para a Idade Média e para o Estranho ), Eugénio de Castro ( para a Grécia ), Loti ( para o Oriente).
3) Metendo esse ruidoso mundo, a natureza, tudo, dentro do próprio sonho - e fugindo da " Realidade" nesse sonho. É o caminho Português ( tão caracteristicamente português ) - que vem desde Antero de Quental cada vez mais intenso até à nossa recentíssima poesia.
Quem quiser compreender o simbolismo tem de contar com a sua tripla natureza. É:
1) Decadência do romantismo;
2) Um movimento de reacção contra o cientismo;
3) Um estádio na evolução ( ou princípio duma evolução ) duma nova arte. (...)
(...) O maior poeta da época moderna será o que tiver mais capacidade de sonho. (...)
(...) Em seu carácter, o sonhador mostra certas características: A assexualidade, ou parassexualidade, é um, e vidente; é a forma mais flagrante da sua incapacidade para lidar com a normalidade e a realidade das coisas. (...)
(...) O Infante D. Henrique é o perfeito tipo do sonhador. Desde a sua assexualidade até ao seu perfeito sacrifício dos outros - é um sonhador. Mas viveu no tempo em que se podia sonhar.
Hoje o sonho é sempre de coisas inexequíveis. O que se concebe como exequível é porque se concebe como cientificamente exequível, e o que se concebe como cientificamente exequível qualquer coisa não pode ser matéria de sonho,
(In Fernando Pessoa, Páginas de Estética, Teoria e Crítica Literária - Sobre Escolas Literárias - 9- A arte moderna é arte de sonho. 1913(?) ).
PS: Fernando Pessoa numa visão geral sobre o panorama artístico do seu tempo (atual, né?).
Por Fernando Pessoa
Quem quisesse resumir numa palavra a característica principal da arte moderna encontrá-la-ia, perfeitamente, na palavra sonho. A arte moderna é arte de sonho.
Modernamente deu-se a diferenciação entre o pensamento e a acção, entre a ideia do esforço e o ideal, e o próprio esforço e a realização. Na Idade Média e na Renascença, um sonhador, como o Infante D. Henrique, punha o seu sonho em prática. Bastava que com intensidade o sonhasse. O mundo humano era pequeno e simples. Era-o todo o mundo até à época moderna.
Não havia a complexidade de poder a que chamamos a democracia, não havia a intensidade de vida que devemos àquilo a que chamamos o industrialismo, nem havia a dispersão da vida, o alargamento da realidade que as descobertas deram e resulta no imperialismo.
Hoje o mundo exterior é desta complexidade tripla e horrorosa. Logo no limiar do sonho surge o inevitável pensamento da impossibilidade. ( a Própria ignorância medieval era uma força de sonho). Hoje tudo tem o como e o porquê científico e exacto. Explorar a África seria aventureiro, mas não é já tenebroso e estranho, procurar o Pólo seria arriscado, mas já não é. O Mistério morreu na vida: quem vai explorar a África ou o Pólo não leva em si o pavor do que virá a encontrar, porque sabe que só encontrará coisas cientificamente conhecidas ou cientificamente cognoscíveis.
Já não há ousadia: basta a coragem física de um bom pugilista (?). Por isso as mais loucas tentativas de idealização dos nossos aviadores e exploradores não logram ser não ridículas, tão de estatura de alma mediana estas são. É que são homens de ciência, homens de prática. E os grandes homens antigos eram homens de sonho.
Os homens diminuem. Gradualmente, cada vez mais, governar é administrar, guiar. Desde que a arte moderna se tornara a arte pessoal, lógico era que o seu desenvolvimento fosse para interiorização cada vez maior - para o sonho crescente, cada vez mais para o sonho.
O poeta do sonho é um melódico, um acorrentado na música dos seus versos, como Ariel estava preso na curva de Sicorax ( The Tempest de Shakespeare ). A música é essencialmente a arte do sonho: e o desenvolvimento da música, moderno todo, no que valioso e grande, é a composição suprema de quanto aqui teorizamos.
O poeta sonhador, porque sonhador, é até certo ponto músico. E para comunicar o seu sonho precisa de se valer das coisas que comunicam o sonho. A música é uma delas. O poeta de sonho é geralmente visual, um visual estético. O sonho é da vista geralmente. Pouco sabe auditivamente, tactilmente. E o "quadro", a "paisagem" é de sonho, na sua essência, porque é estática, negadora do continuamente dinâmico que é o mundo exterior.
Quanto mais rápida e turva é a vida moderna, mais lento, quieto e claro é o sonho.
(...)
Havia 3 caminhos a seguir ante este novo estado civilizacional:
1) Entregar-se ao mundo exterior, deixar-se absorver por ele, tomando dele a vida oca e ruidosa, o esforço sumamente esforço, a Natureza simplesmente Natureza - e este caminho seguiram Whitman, Nietzsche, Verhaeren, e entre nós, a corrente que incluiu Nunes Claro, Sílvio Rebelo e João de Barros.
2) Pôr-se ao lado, à parte dessa corrente, num sonho todo individual, todo isolado, reagindo inertemente e passivamente contra a vida moderna, quer pela ânsia medieval, quer pela fuga para o longe no espaço, quer para o estranho e o invulgar na vida - o Longe na vida afinal. Foi o caminho que seguiram Edgar Poe, Baudelaire ( fugindo para o estranho ), Rossetti, Verlaine ( para a Idade Média e para o Estranho ), Eugénio de Castro ( para a Grécia ), Loti ( para o Oriente).
3) Metendo esse ruidoso mundo, a natureza, tudo, dentro do próprio sonho - e fugindo da " Realidade" nesse sonho. É o caminho Português ( tão caracteristicamente português ) - que vem desde Antero de Quental cada vez mais intenso até à nossa recentíssima poesia.
Quem quiser compreender o simbolismo tem de contar com a sua tripla natureza. É:
1) Decadência do romantismo;
2) Um movimento de reacção contra o cientismo;
3) Um estádio na evolução ( ou princípio duma evolução ) duma nova arte. (...)
(...) O maior poeta da época moderna será o que tiver mais capacidade de sonho. (...)
(...) Em seu carácter, o sonhador mostra certas características: A assexualidade, ou parassexualidade, é um, e vidente; é a forma mais flagrante da sua incapacidade para lidar com a normalidade e a realidade das coisas. (...)
(...) O Infante D. Henrique é o perfeito tipo do sonhador. Desde a sua assexualidade até ao seu perfeito sacrifício dos outros - é um sonhador. Mas viveu no tempo em que se podia sonhar.
Hoje o sonho é sempre de coisas inexequíveis. O que se concebe como exequível é porque se concebe como cientificamente exequível, e o que se concebe como cientificamente exequível qualquer coisa não pode ser matéria de sonho,
(In Fernando Pessoa, Páginas de Estética, Teoria e Crítica Literária - Sobre Escolas Literárias - 9- A arte moderna é arte de sonho. 1913(?) ).
PS: Fernando Pessoa numa visão geral sobre o panorama artístico do seu tempo (atual, né?).
Untouchable Faces
Your clean-slate mind, motionless eyes staring at a blank point. The moment of nothingness is yours entirely. As entirely was the timeless yesterday. Time of unfulfilled lies, eerily light of darkness. Soul-less souls and desirable untouchable faces.
I rest my case.
P.
I rest my case.
P.
Kiss and Make-Up

No Projac...a Marlene Moura fazendo minha "caracterização". Reparem no cabelo! Ela me enganou! Meteu um ferro e começou a enrolar meu cabelo, dizendo que "daria movimento". Até aí tudo bem...mas saí completamente CRESPA. O resultado final, não mostro nem amarrada (risos). Depois da gravação* fiz um escovão e voltei ao meu normal.
PS: gravação p/ o canal ORT - Channel 1 - da Rússia (como cobaia da Marlene risos) numa matéria sobre os bastidores do Projac.
31.5.05
30.5.05
O Que Vem Por Aí
Psicodrama
Uma festa
sequência em tempo real (duração da festa)
21 personagens - anfitriã + 20 convidados
duração: 2 horas
Sinopse: Mulher sofisticada, aprox. 40 anos, é anfitriã de festa para 20 pessoas no salão de de uma mansão. Todos comparecem, audiência é apresentada a cada um dos presentes, um por um. A anfitriã toma o lugar e a personalidade de cada convidado , um de cada vez, desencadeando sequências cômicas e dramáticas. Os convidados agem como se não soubessem de nada. Dúvida: a ação é real ou a sequência inteira é a imaginação da anfitriã?
Farsa / Documentário
Série de 10 esquetes de 10 min. cada um (independentes, como clipes)
Total aprox. de 1h 40 min
Sinopse: Curso de história da arte para iniciantes. Cada aula, estuda-se um quadro diferente. A interpretação dos alunos leva a ação principal: o momento de criação das obras estudadas. Artistas: Leonardo da Vinci, Modigliani, Picasso, Andy Warhol, Munch, Fernand Léger, Van Gogh, Renoir, Di Cavalcanti e Botero. Cada quadro, uma ação (farsa cômica) com início, meio e fim. Ao final, explicação do momento real de criação das obras em questão com apoio em pesquisas e material audio-visual de registros oficiais.
Idades
Série de TV
Diferenças Sociais/Psicologia/Comportamento
13 episódios de 50 min.
Dos 15 aos 80 anos (15, 18, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 55, 60, 70 e 80)
Sinopse: 3 mulheres representando uma mesma idade. Níveis sociais distintos (classe alta, média, baixa). Abordagem das diferenças sociais entre hábitos comuns da idade. Abordagem do comportamento. Abordagem científica (apenas efeito de ilustração). Depoimento de especialistas. Inserção de animação nas transições entre as 3 pessoas.
Estereótipos (Politicamente Incorretos)
Clipes, sem sequência
Duração: aprox. 8 min. cada um
Temas: a empregada doméstica negra, o segurança, o gay, o o judeu pão duro, a evangélica, o maconheiro, a criança mimada, o turista, o adolescente rebelde, o flanelinha, o pedinte, o porteiro nordestino, o emigrante na cidade grande, a mulher devassa, a mãe-que-faz, o artista frustrado.
Uma festa
sequência em tempo real (duração da festa)
21 personagens - anfitriã + 20 convidados
duração: 2 horas
Sinopse: Mulher sofisticada, aprox. 40 anos, é anfitriã de festa para 20 pessoas no salão de de uma mansão. Todos comparecem, audiência é apresentada a cada um dos presentes, um por um. A anfitriã toma o lugar e a personalidade de cada convidado , um de cada vez, desencadeando sequências cômicas e dramáticas. Os convidados agem como se não soubessem de nada. Dúvida: a ação é real ou a sequência inteira é a imaginação da anfitriã?
Farsa / Documentário
Série de 10 esquetes de 10 min. cada um (independentes, como clipes)
Total aprox. de 1h 40 min
Sinopse: Curso de história da arte para iniciantes. Cada aula, estuda-se um quadro diferente. A interpretação dos alunos leva a ação principal: o momento de criação das obras estudadas. Artistas: Leonardo da Vinci, Modigliani, Picasso, Andy Warhol, Munch, Fernand Léger, Van Gogh, Renoir, Di Cavalcanti e Botero. Cada quadro, uma ação (farsa cômica) com início, meio e fim. Ao final, explicação do momento real de criação das obras em questão com apoio em pesquisas e material audio-visual de registros oficiais.
Idades
Série de TV
Diferenças Sociais/Psicologia/Comportamento
13 episódios de 50 min.
Dos 15 aos 80 anos (15, 18, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 55, 60, 70 e 80)
Sinopse: 3 mulheres representando uma mesma idade. Níveis sociais distintos (classe alta, média, baixa). Abordagem das diferenças sociais entre hábitos comuns da idade. Abordagem do comportamento. Abordagem científica (apenas efeito de ilustração). Depoimento de especialistas. Inserção de animação nas transições entre as 3 pessoas.
Estereótipos (Politicamente Incorretos)
Clipes, sem sequência
Duração: aprox. 8 min. cada um
Temas: a empregada doméstica negra, o segurança, o gay, o o judeu pão duro, a evangélica, o maconheiro, a criança mimada, o turista, o adolescente rebelde, o flanelinha, o pedinte, o porteiro nordestino, o emigrante na cidade grande, a mulher devassa, a mãe-que-faz, o artista frustrado.
27.5.05
Imaginary Friends
When I was little, about 6, I started to make people up.
I would invent imaginary friends and mold them to perfection.
Since I lived in a huge house with many rooms, my mind created a building where divorced mothers lived with their kids. Each room was a different apartment. I remember the names and the faces I created for all of them. And each had a different family history.
Then one fine day I realized how boring they were - - these perfect little ghosts that would attend to all my needs, anytime, anywhere. So I started to fight with each and every one.
But they wouldn't respond to me, and I had to let them go.
They all disappeared, one by one, by the time I was 9.
- - - -
Psychologists say it's perfectly normal for kids age between 3 and 12 to make up imaginary friends. Almost everyone I know had their or theirs at some point. Most of the time they fill an empty space where we can't fit real people, for some reason or another.
And then there's my parallel with a keyword: "perfection": it proves how we have a natural tendency to mold people the way we want - probably as early as we become social beings. We keep creating imaginary people, but only now they are real. We project our wantings, our desires and our notion of the perfect company (friend or lover) in that person, as if we have an inherent code of acceptance (and rejection).
The funny thing is, just as a kid and the boring ghosts: we rapidly lose the enchantment for a specific person that attends to all of our needs, desires and wantings. The perfect person with no flaws is a pain in the ass! It's as predictable as knowing what your imaginary friend will say to you when you talk. Take submissive people, for instance - they suffer more because they strive to be the perfection that they can't be (nobody can), disappointing first and foremost themselves by trying to act down or differently than what they really are. Most perceive the too submissive as uninteresting people, with no uniqueness, no soul.
I can also point out the other kind, the person who is so strict in their own set of selfish rules of acceptance and rejection, that nobody can ever fit to them - - they perceive a small flaw in the other and that's enough to discard.
- She's not what I expected, so I will make her disappear.
- She is too perfect, I am bored, so I will make her disappear.
That's why most relationships are condemned from the start. We all need to grow up...even though this is so part of our nature.
(Rambling again, em inglês...adoro treinar meu inglês aqui.)
I would invent imaginary friends and mold them to perfection.
Since I lived in a huge house with many rooms, my mind created a building where divorced mothers lived with their kids. Each room was a different apartment. I remember the names and the faces I created for all of them. And each had a different family history.
Then one fine day I realized how boring they were - - these perfect little ghosts that would attend to all my needs, anytime, anywhere. So I started to fight with each and every one.
But they wouldn't respond to me, and I had to let them go.
They all disappeared, one by one, by the time I was 9.
- - - -
Psychologists say it's perfectly normal for kids age between 3 and 12 to make up imaginary friends. Almost everyone I know had their or theirs at some point. Most of the time they fill an empty space where we can't fit real people, for some reason or another.
And then there's my parallel with a keyword: "perfection": it proves how we have a natural tendency to mold people the way we want - probably as early as we become social beings. We keep creating imaginary people, but only now they are real. We project our wantings, our desires and our notion of the perfect company (friend or lover) in that person, as if we have an inherent code of acceptance (and rejection).
The funny thing is, just as a kid and the boring ghosts: we rapidly lose the enchantment for a specific person that attends to all of our needs, desires and wantings. The perfect person with no flaws is a pain in the ass! It's as predictable as knowing what your imaginary friend will say to you when you talk. Take submissive people, for instance - they suffer more because they strive to be the perfection that they can't be (nobody can), disappointing first and foremost themselves by trying to act down or differently than what they really are. Most perceive the too submissive as uninteresting people, with no uniqueness, no soul.
I can also point out the other kind, the person who is so strict in their own set of selfish rules of acceptance and rejection, that nobody can ever fit to them - - they perceive a small flaw in the other and that's enough to discard.
- She's not what I expected, so I will make her disappear.
- She is too perfect, I am bored, so I will make her disappear.
That's why most relationships are condemned from the start. We all need to grow up...even though this is so part of our nature.
(Rambling again, em inglês...adoro treinar meu inglês aqui.)
Rio
Resolvi trocar o final de semana em Araras pela hípica, tá tendo o campeonato estadual.
Saudades sem fim da B. Não a vejo há 3 anos.
Quero fazer uma surpresa pra ela, aparecer de repente...reencontrar.
Fui! Missão cumprida aqui, tudo pronto pra segunda-feira. Saindo pra almoçar (fome negraaaa!)
Saudades sem fim da B. Não a vejo há 3 anos.
Quero fazer uma surpresa pra ela, aparecer de repente...reencontrar.
Fui! Missão cumprida aqui, tudo pronto pra segunda-feira. Saindo pra almoçar (fome negraaaa!)
Alone in the Office, Half Past Three
I like the loneliness of the office in days like these. I like to wait for everyone to go home so I can come in and be alone. I actually wait outside for the last person to get out, so I can come in only after making sure nobody's in the premises...it's been like that since I first started working here, 6 years ago. I have to deal with so many people and so much loudness around on a daily basis, that this became kind of a blessing - being able to experience calmness, where normally there's chaos; the phone will not ring, the fax will not scream, the coffee will not be served, the lights will not be turned on, the door will not open. The only light on me now is the computer screen's, right on my face. I can hardly read a thing, but I can't care less. I'm not going to read anything, anyway. Today I'm shut, I'm in my hiding place.
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