14.6.05


Speak, asshole!

13.6.05

Hearts and Thoughts They Fade...Fade Away

("minha voz
não chega aos teus ouvidos
meu silêncio
não toca teus sentidos
sinto muito
mas isso é tudo que sinto"
Alice Ruiz)

Technicolor

Experiência Maior

Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros era eu.
(C.L.)

--

É Preciso Não Esquecer Nada

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome,
o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.

Cecília Meirelles

Luca em Araras 29-05-05

12.6.05

Final de Semana Perfeito...

Saí do Rio sexta a tarde pra encontrar com meus pais e meus irmãos numa pousada em Búzios - comemoração dos aniversários de casamento dos meus pais (35 anos) e do meu pai que fez 58 dia 9. Sexta fomos jantar no Bar do Zé, sábado ficamos na praia até as 3, fomos expulsos pelo vento frio. Fui depois com meu pai e meus irmãos na Praia da Tartaruga almoçar, beber, jogar conversa fora, dormi um pouco e depois encontrei Patricia e mamãe na rua das Pedras... a noite todo mundo foi,de novo, jantar no Bar do Zé. Domingo acordei e voltei p/ o Rio pra aproveitar o dia aqui.

Falando em Bar do Zé - que comida é aquela????????? Eu comi na sexta um risoto de frutos do mar que é algo do além. O melhor de toda a minha vida. E no sábado um steak au poivre divino, suuuuper forte, do jeito que eu gosto. Virei fã de carteirinha daquele lugar...

Agora, que frio é esse em Búzios hein? Mais frio que Araras, penei naquele quarto frio da pousada (que era ótima, mas porra, que friaca...)

Essas foram algumas fotos que tirei com minha família.

Só na bitoca pra aguentar o melhor sorriso do mundo (eu e o meu irmão Marcelo). Bar do Zé, Búzios 10/06

eu e meu irmão gato Bruno no Bar do Zé - Búzios 10/06

Papai e eu - Búzios 10/06

mamãe eu - Búzios 10/06

9.6.05

Minha Trilha do Dia

Trem das cores (Caetano Veloso)

a franja na encosta
cor de laranja
capim rosa chá
o mel desses olhos luz
mel de cor ímpar
o ouro ainda não bem verde da serra
a prata do trem
a lua e a estrela
anel de turquesa
os átomos todos dançam
madruga reluz neblina
crianças cor de romã
entram no vagão
o oliva da nuvem chumbo
ficando pra trás da manhã
e a seda azul do papel
que envolve a maçã
as casas tão verde e rosa
que vão passando ao nos ver passar
os dois lados da janela
e aquela num tom de azul
quase inexistente, azul que não há
azul que é pura memória de algum lugar
teu cabelo preto
explícito objeto
castanhos lábios
sou pra ser exato
lábios cor de açaí
e aqui, trem das cores
sábios projetos: tocar na central
e o céu de um azul celeste celestial

(amooooo!!!!!!!!!!!!)

Hysteron Proteron

(HIS-tuh-ron PROT-uh-ron) noun

1. A figure of speech in which the natural or rational order of its terms is reversed, as in bred and born instead of born and bred.

2. The logical fallacy of assuming as true and using as a premise - a proposition that is yet to be proved.

[Late Latin, from Greek husteron proteron, latter first : husteron, neutersing. of husteros, latter, later + proteron, neuter sing. of proteros,former.]

"Intriguingly linked with this imprecision is the hysteron proteron of line 6, whose uncertain sequence of bearing arms, and then learning their use opens more space between the two acts than it closes." Bruce Danner, Courteous virtu in Spenser's Book 6 of 'The Faerie Queene.' Studies in English Literature, Winter 1998.

Sempre Bom Lembrar Dessa...

"God, grant me the Serenity to accept the things I cannot change
Courage to change the things I can
and the Wisdom to know the difference."

Japa

Meu nome em japonês: R I K O

莉子

Por Japanese Name Generator

http://rumandmonkey.com/widgets/toys/namegen/969/

Jogo do Currículo - Parte 1

O jogo dos blogueiros...eis o meu:

HÁ 10 ANOS
1. Eu morava nos EUA e fazia faculdade de Telecomunicações.
2. Estagiava na emissora de TV estatal PBS.
3. Foi o ano em que conheci a internet nos computadores NeXt
4. Usava cabelo curto estilo joãozinho.
5. Terminei o namoro com um cara que hoje é um ator famoso em Hollywood (por causa da distância).
6. Era louca pelo Bax, meu pastor alemão que eu criei, e chorava de saudades dele.
7. Fazia teatro na faculdade e encenei três peças...
8. Corria 5km por dia na pista de atletismo da faculdade.

HÁ 5 ANOS.
1. Morava numa casa no início da Barra com os meus pais.
2. O Luca, meu labrador, tinha 2 anos.
3. Trabalhava na TV Globo há 1 ano montando o canal internacional, que foi lançado em agosto.
4. Fiz três viagens maravilhosas para Nova York, todas sozinha.
5. Conheci C., com quem namorei por 2 anos.
6. Escrevi três roteiros que ainda estão guardados.
7. Fui chamada para participar de um reality-show (o primeiro) mas não aceitei.

SETE COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER

1. minha família
2. o meu cão Luca
3. música
4. filmes
5. amor
6. amigos
7. sexo

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM MIL DÓLARES
1. roupas
2. CDs.
3. livros.
4. uma passagem para Amsterdam (será que dá?)
5. uma mini-adega

CINCO MAUS HÁBITOS
1. Mau-humor assim que eu acordo (depois de 15 min passa...)
2. Roer as unhas.
3. Sou uma consumista compulsiva (gasto muito dinheiro)
4. Ficar horas na internet quando deveria estar lendo.
5. Muita preguiça de interagir com pessoas quando tô com bode.

CINCO PROGRAMAS DE TV
1. Ellen
2. L Word
3. Oprah
4. Seinfeld
5. Os Protetores

TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. barata (qualquer tamanho)
2. viajar de avião velho
3. ficar sem dinheiro

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO

1. jeans
2. camisa vermelha de manga comprida.
3. bota preta

QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS (do momento)
1. Coldplay
2. Jack Johnson
3. Ben Folds
4. Hoobastank

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. O novo CD do Coldplay
2. o cafezinho da dona Eugênia
3. que não chova até domingo...

Ponto.

Embora ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Chico Xavier

3.6.05

Deu no jornal...

Jack Johnson está confirmado para o Tim Festival desse ano.

XXX

2.6.05

Inconstância dos Bens do Mundo

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constancia,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

(Gregório de Matos)

Fim de tarde/início de noite poética pra acalmar o dia atribulado, barulhento...
Até sexta, só calmaria.

Fui!

PS: MaryLee, manda as fotos, vai?

Arte Moderna é Arte de Sonho

Adorei isso.

Por Fernando Pessoa

Quem quisesse resumir numa palavra a característica principal da arte moderna encontrá-la-ia, perfeitamente, na palavra sonho. A arte moderna é arte de sonho.

Modernamente deu-se a diferenciação entre o pensamento e a acção, entre a ideia do esforço e o ideal, e o próprio esforço e a realização. Na Idade Média e na Renascença, um sonhador, como o Infante D. Henrique, punha o seu sonho em prática. Bastava que com intensidade o sonhasse. O mundo humano era pequeno e simples. Era-o todo o mundo até à época moderna.

Não havia a complexidade de poder a que chamamos a democracia, não havia a intensidade de vida que devemos àquilo a que chamamos o industrialismo, nem havia a dispersão da vida, o alargamento da realidade que as descobertas deram e resulta no imperialismo.

Hoje o mundo exterior é desta complexidade tripla e horrorosa. Logo no limiar do sonho surge o inevitável pensamento da impossibilidade. ( a Própria ignorância medieval era uma força de sonho). Hoje tudo tem o como e o porquê científico e exacto. Explorar a África seria aventureiro, mas não é já tenebroso e estranho, procurar o Pólo seria arriscado, mas já não é. O Mistério morreu na vida: quem vai explorar a África ou o Pólo não leva em si o pavor do que virá a encontrar, porque sabe que só encontrará coisas cientificamente conhecidas ou cientificamente cognoscíveis.

Já não há ousadia: basta a coragem física de um bom pugilista (?). Por isso as mais loucas tentativas de idealização dos nossos aviadores e exploradores não logram ser não ridículas, tão de estatura de alma mediana estas são. É que são homens de ciência, homens de prática. E os grandes homens antigos eram homens de sonho.

Os homens diminuem. Gradualmente, cada vez mais, governar é administrar, guiar. Desde que a arte moderna se tornara a arte pessoal, lógico era que o seu desenvolvimento fosse para interiorização cada vez maior - para o sonho crescente, cada vez mais para o sonho.

O poeta do sonho é um melódico, um acorrentado na música dos seus versos, como Ariel estava preso na curva de Sicorax ( The Tempest de Shakespeare ). A música é essencialmente a arte do sonho: e o desenvolvimento da música, moderno todo, no que valioso e grande, é a composição suprema de quanto aqui teorizamos.

O poeta sonhador, porque sonhador, é até certo ponto músico. E para comunicar o seu sonho precisa de se valer das coisas que comunicam o sonho. A música é uma delas. O poeta de sonho é geralmente visual, um visual estético. O sonho é da vista geralmente. Pouco sabe auditivamente, tactilmente. E o "quadro", a "paisagem" é de sonho, na sua essência, porque é estática, negadora do continuamente dinâmico que é o mundo exterior.

Quanto mais rápida e turva é a vida moderna, mais lento, quieto e claro é o sonho.

(...)

Havia 3 caminhos a seguir ante este novo estado civilizacional:
1) Entregar-se ao mundo exterior, deixar-se absorver por ele, tomando dele a vida oca e ruidosa, o esforço sumamente esforço, a Natureza simplesmente Natureza - e este caminho seguiram Whitman, Nietzsche, Verhaeren, e entre nós, a corrente que incluiu Nunes Claro, Sílvio Rebelo e João de Barros.

2) Pôr-se ao lado, à parte dessa corrente, num sonho todo individual, todo isolado, reagindo inertemente e passivamente contra a vida moderna, quer pela ânsia medieval, quer pela fuga para o longe no espaço, quer para o estranho e o invulgar na vida - o Longe na vida afinal. Foi o caminho que seguiram Edgar Poe, Baudelaire ( fugindo para o estranho ), Rossetti, Verlaine ( para a Idade Média e para o Estranho ), Eugénio de Castro ( para a Grécia ), Loti ( para o Oriente).

3) Metendo esse ruidoso mundo, a natureza, tudo, dentro do próprio sonho - e fugindo da " Realidade" nesse sonho. É o caminho Português ( tão caracteristicamente português ) - que vem desde Antero de Quental cada vez mais intenso até à nossa recentíssima poesia.

Quem quiser compreender o simbolismo tem de contar com a sua tripla natureza. É:

1) Decadência do romantismo;
2) Um movimento de reacção contra o cientismo;
3) Um estádio na evolução ( ou princípio duma evolução ) duma nova arte. (...)

(...) O maior poeta da época moderna será o que tiver mais capacidade de sonho. (...)

(...) Em seu carácter, o sonhador mostra certas características: A assexualidade, ou parassexualidade, é um, e vidente; é a forma mais flagrante da sua incapacidade para lidar com a normalidade e a realidade das coisas. (...)
(...) O Infante D. Henrique é o perfeito tipo do sonhador. Desde a sua assexualidade até ao seu perfeito sacrifício dos outros - é um sonhador. Mas viveu no tempo em que se podia sonhar.

Hoje o sonho é sempre de coisas inexequíveis. O que se concebe como exequível é porque se concebe como cientificamente exequível, e o que se concebe como cientificamente exequível qualquer coisa não pode ser matéria de sonho,

(In Fernando Pessoa, Páginas de Estética, Teoria e Crítica Literária - Sobre Escolas Literárias - 9- A arte moderna é arte de sonho. 1913(?) ).

PS: Fernando Pessoa numa visão geral sobre o panorama artístico do seu tempo (atual, né?).

Untouchable Faces

Your clean-slate mind, motionless eyes staring at a blank point. The moment of nothingness is yours entirely. As entirely was the timeless yesterday. Time of unfulfilled lies, eerily light of darkness. Soul-less souls and desirable untouchable faces.
I rest my case.

P.

Kiss and Make-Up


No Projac...a Marlene Moura fazendo minha "caracterização". Reparem no cabelo! Ela me enganou! Meteu um ferro e começou a enrolar meu cabelo, dizendo que "daria movimento". Até aí tudo bem...mas saí completamente CRESPA. O resultado final, não mostro nem amarrada (risos). Depois da gravação* fiz um escovão e voltei ao meu normal.

PS: gravação p/ o canal ORT - Channel 1 - da Rússia (como cobaia da Marlene risos) numa matéria sobre os bastidores do Projac.

31.5.05

Torcida


by Jules - estréia sábado, quinto páreo

Será?


Muitas perspectivas!!! Não sei até onde a estrada vai me levar, mas tô feliz!!!!

30.5.05

"Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas".

(Clarice Lispector)

Lembrando...

Chegue como um furacão
Jogue minha vida no chão
E depois me leve...

(A.P. Mangeon)

O Que Vem Por Aí

Psicodrama
Uma festa
sequência em tempo real (duração da festa)
21 personagens - anfitriã + 20 convidados
duração: 2 horas

Sinopse: Mulher sofisticada, aprox. 40 anos, é anfitriã de festa para 20 pessoas no salão de de uma mansão. Todos comparecem, audiência é apresentada a cada um dos presentes, um por um. A anfitriã toma o lugar e a personalidade de cada convidado , um de cada vez, desencadeando sequências cômicas e dramáticas. Os convidados agem como se não soubessem de nada. Dúvida: a ação é real ou a sequência inteira é a imaginação da anfitriã?


Farsa / Documentário
Série de 10 esquetes de 10 min. cada um (independentes, como clipes)
Total aprox. de 1h 40 min

Sinopse: Curso de história da arte para iniciantes. Cada aula, estuda-se um quadro diferente. A interpretação dos alunos leva a ação principal: o momento de criação das obras estudadas. Artistas: Leonardo da Vinci, Modigliani, Picasso, Andy Warhol, Munch, Fernand Léger, Van Gogh, Renoir, Di Cavalcanti e Botero. Cada quadro, uma ação (farsa cômica) com início, meio e fim. Ao final, explicação do momento real de criação das obras em questão com apoio em pesquisas e material audio-visual de registros oficiais.

Idades
Série de TV
Diferenças Sociais/Psicologia/Comportamento
13 episódios de 50 min.
Dos 15 aos 80 anos (15, 18, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 55, 60, 70 e 80)

Sinopse: 3 mulheres representando uma mesma idade. Níveis sociais distintos (classe alta, média, baixa). Abordagem das diferenças sociais entre hábitos comuns da idade. Abordagem do comportamento. Abordagem científica (apenas efeito de ilustração). Depoimento de especialistas. Inserção de animação nas transições entre as 3 pessoas.

Estereótipos (Politicamente Incorretos)
Clipes, sem sequência
Duração: aprox. 8 min. cada um
Temas: a empregada doméstica negra, o segurança, o gay, o o judeu pão duro, a evangélica, o maconheiro, a criança mimada, o turista, o adolescente rebelde, o flanelinha, o pedinte, o porteiro nordestino, o emigrante na cidade grande, a mulher devassa, a mãe-que-faz, o artista frustrado.

27.5.05


Ghosts

Imaginary Friends

When I was little, about 6, I started to make people up.
I would invent imaginary friends and mold them to perfection.
Since I lived in a huge house with many rooms, my mind created a building where divorced mothers lived with their kids. Each room was a different apartment. I remember the names and the faces I created for all of them. And each had a different family history.
Then one fine day I realized how boring they were - - these perfect little ghosts that would attend to all my needs, anytime, anywhere. So I started to fight with each and every one.
But they wouldn't respond to me, and I had to let them go.
They all disappeared, one by one, by the time I was 9.

- - - -

Psychologists say it's perfectly normal for kids age between 3 and 12 to make up imaginary friends. Almost everyone I know had their or theirs at some point. Most of the time they fill an empty space where we can't fit real people, for some reason or another.

And then there's my parallel with a keyword: "perfection": it proves how we have a natural tendency to mold people the way we want - probably as early as we become social beings. We keep creating imaginary people, but only now they are real. We project our wantings, our desires and our notion of the perfect company (friend or lover) in that person, as if we have an inherent code of acceptance (and rejection).

The funny thing is, just as a kid and the boring ghosts: we rapidly lose the enchantment for a specific person that attends to all of our needs, desires and wantings. The perfect person with no flaws is a pain in the ass! It's as predictable as knowing what your imaginary friend will say to you when you talk. Take submissive people, for instance - they suffer more because they strive to be the perfection that they can't be (nobody can), disappointing first and foremost themselves by trying to act down or differently than what they really are. Most perceive the too submissive as uninteresting people, with no uniqueness, no soul.

I can also point out the other kind, the person who is so strict in their own set of selfish rules of acceptance and rejection, that nobody can ever fit to them - - they perceive a small flaw in the other and that's enough to discard.

- She's not what I expected, so I will make her disappear.

- She is too perfect, I am bored, so I will make her disappear.

That's why most relationships are condemned from the start. We all need to grow up...even though this is so part of our nature.

(Rambling again, em inglês...adoro treinar meu inglês aqui.)

Rio

Resolvi trocar o final de semana em Araras pela hípica, tá tendo o campeonato estadual.

Saudades sem fim da B. Não a vejo há 3 anos.

Quero fazer uma surpresa pra ela, aparecer de repente...reencontrar.

Fui! Missão cumprida aqui, tudo pronto pra segunda-feira. Saindo pra almoçar (fome negraaaa!)

Alone in the Office, Half Past Three

I like the loneliness of the office in days like these. I like to wait for everyone to go home so I can come in and be alone. I actually wait outside for the last person to get out, so I can come in only after making sure nobody's in the premises...it's been like that since I first started working here, 6 years ago. I have to deal with so many people and so much loudness around on a daily basis, that this became kind of a blessing - being able to experience calmness, where normally there's chaos; the phone will not ring, the fax will not scream, the coffee will not be served, the lights will not be turned on, the door will not open. The only light on me now is the computer screen's, right on my face. I can hardly read a thing, but I can't care less. I'm not going to read anything, anyway. Today I'm shut, I'm in my hiding place.

26.5.05

Irresistível!


Luca...pedindo alguma coisa muito importante pra ele naquele momento (passear ou comida). Coisa mais amada!!! Dá pra resistir esse olhar de pidão?

Querubim


Bernardo Beloch (filho do Bru)...meu sobrinho querubim.

Hors-concours

Pinot Noir

Wino Forever (Tattoo do Johnny Depp após término com Winona Ryder)

Tava adiando, adiando, adiando...mas não teve jeito.

Sem nada na cozinha ou na despensa, lá fui eu fazer um programão no meu feriado e me meti dentro de um supermercado pra fazer a compra do mês de junho todo (e assim não ter que passar perto de mercado pelo menos por mais 30 dias).

Vi vinhos ótimos com preços excelentes e não me contive - levei vários e improvisei uma adega embaixo da pia da cozinha. Levei o Terrazas Malbec, Cabernet e o Finca Flichman Cabernet e Chardonnay por menos de 30 reais cada -- são vinhos de categoria "popular" na Argentina e com preços muito injustos aqui no Brasil. Espero que seja a baixa do dólar ou uma baixa dos impostos de importação - e que os preços continuem caíndo! De qualquer maneira, fiz o meu estoque e tô feliz por isso...

Vinho me traz a lembrança das melhores cenas do filme Sideways (tem filmes que conseguem me ganhar com apenas uma frase bem dita) - veja como Maya, personagem de Virginia Madsen descreve a sua paixão por vinhos ao Miles (Paul Giamatti):

"Wow, this is really starting to open up, what do you think? I started to appreciate the life of wine, that it's a living thing, that it connects you more to life. I like to think about what was going on the year the grapes were growing. I like to think about how the sun was shining that summer and what the weather was like. I think about all those people who tended and picked the grapes. And if it's an old wine, how many of them must be dead by now. I love how wine continues to evolve, how if I open a bottle the wine will taste different than if I had uncorked it on any other day, or at any other moment. A bottle of wine is like life itself - it grows up, evolves and gains complexity. Then it tastes so fucking good."

SMS

Daniel era um amigo de colégio, o mais CDF e o mais inteligente, mas também o mais tímido, um loirinho de cabelo-capacete com cara de russo e olhos castanhos puxados. O que ele mais gostava de fazer era passar a hora do recreio na biblioteca, sozinho, lendo.

25 anos depois.

Daniel me avista num restaurante do Leblon. Chamo-o para sentar. Falamos sobre a biblioteca do recreio, os livros empoeirados e misteriosos, amigos do passado que não fazem mais parte do nosso presente, como não fazíamos um ao outro minutos antes, escritos em hebraico com potencial para futura tatuagem, a superação da timidez, como você não mudou nada, tá com a mesma cara de criança, aquele mesmo olhar espaçado, aquele jeito de folha caída que voa, que dança, conforme a vontade do vento, e o vento ainda não parou quieto, a ventania te levou e te trouxe até aqui, pra esse restaurante, no Leblon, onde te reencontrei, e de longe te vi e te reparei e te reconheci, e quero sim, vamos sim, até amanhã, me dá seu telefone e te dou o meu, me escreva uma mensagem de texto sms, um sms que diz tudo, um email marcando um encontro sem contar com a minha presença, um oi no msn, grita o meu nome, me mande um fax, um sinal de fumaça, e me diz o que é e o que não é, porque o que não é eu sei e já saquei, então use uma das maneiras infinitas de contato porque o que restou da nossa intimidade ainda é um resto, um resquício, como aquela água sem gelo que você pediu um dia, e sempre pede, no mesmo restaurante do Leblon, Daniel.

25.5.05


*** Posted by Hello

Experimentos

Acabei de ler no Blue Bus:

"Cliente acelera quando está perto do caixa - A Wharton School pesquisou o comportamento dos consumidores americanos dentro dos supermercados usando tags colocadas nos carrinhos e mapeando os trajetos pelos corredores. Entre outras conclusões, diz que os clientes preferem circular no sentido anti horario e aceleram o ritmo quando se aproximam do caixa. Dica do Adfreak. Saiba mais sobre o estudo, em inglês, aqui:

http://knowledge.wharton.upenn.edu/index.cfm?fa=viewArticle&id=1208

Adoro estudos sobre comportamento.

Na faculdade, fiz vários cursos não-obrigatórios de ciências sociais, os de "behavioral sciences" e "social psychology". Era muito legal porque assistíamos os filmes com as experiências feitas pelos maiores profissionais da área, não era simplesmente uma aula qualquer com um professor falando blablablá. Saía sempre impressionada, intrigada. Me lembro de um experimento específico, o "Stanford Prison Study", do Phil Zimbardo, que é assustador - revela o pior da essência do ser humano. O mesmo estudo que foi lembrado depois que veio à tona o escândalo de maus-tratos dos prisioneiros de Abu Ghraib.

O estudo tá todo aqui: http://www.prisonexp.org/

Além do Zimbardo, recomendo também "The Milgram Experiment", que mostrou que as pessoas são mais suscetíveis à autoridade do que antes se imaginava (logo depois da WWII); o experimento de Asch, sobre conformidade; o de Adorno, também sobre autoridade (traços de personalidade do ser autoritário); e da Kitty Genovese, maravilhoso, sobre "difusão de responsabilidade". Depois vou ver se acho os estudos em algum site e posto os links.